Implantodontia

7 mitos e verdades sobre implantes dentários

7 mitos e verdades sobre implantes dentários
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Selecionei algumas dúvidas e impressões que alguns dentistas podem ter em relação aos tratamentos com implantes dentários. Mesmo que você não seja especialista em Implantodontia ou nem queira ser, é importante prestar atenção em vários detalhes e conceitos para poder indicar ou contraindicar implantes para seus pacientes. O artigo também pode ser bem esclarecedor para os recém-formados que pretendem seguir carreira na Implantodontia.

1. Trabalhar com implantes exige altos investimentos iniciais? VERDADE.

Como qualquer especialidade da Odontologia, o dentista vai acabar buscando os melhores equipamentos para sua prática diária. O investimento inicial na Implantodontia inclui: um bom motor para instalação de implantes, um contra-ângulo, instrumental cirúrgico de qualidade, os kits cirúrgicos e protéticos da marca de implantes escolhida e um pequeno estoque inicial. Para garantir um giro, é bom também ter um contra-ângulo reserva e, se, possível até um segundo motor.

2. É possível realizar carga imediata em todos os casos? MITO.

Vemos que algumas clínicas acabam exagerando em suas propagandas na televisão aberta em programas da tarde. A carga imediata nunca pode ser prometida. Pode ser planejada e almejada, mas vai depender do travamento dos implantes na hora da cirurgia. Os casos de protocolos são mais previsíveis por utilizarmos vários implantes unidos para suportar uma prótese total.

Em casos unitários ou múltiplos de regiões estéticas trabalhamos com a “estética imediata”. É possível confeccionar um provisório imediato sobre implante que ficará fora de oclusão enquanto aguardamos o tempo de osseointegração.

3. Hoje em dia podemos reabrir implantes com apenas 21 dias com total segurança? VERDADE.

Dependendo do travamento do implante, do seu tratamento de superfície e formato, da região, da oferta de osso, da saúde do paciente, é possível sim. Porém, na maioria dos casos, prefiro ser um pouco mais conservador e aguardar um pouco mais. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

4. Usar componentes genéricos, mais baratos, acaba dando na mesma que usar os componentes originais? MITO.

Não recomendo esse tipo de economia. Existem inúmeros vendedores de componentes de “fundo de quintal” fabricando peças piratas que imitam os componentes protéticos originais e vendendo essas peças a preço de banana.

Você é um cirurgião-dentista que mexe com saúde baseado em evidência científica. Não pode utilizar um parafuso que é feito como se fosse um parafuso de loja de ferragens. Como você vai se certificar da procedência desse material? Como ele é manuseado? Se não tem registro na Anvisa, é crime você utilizar esses materiais que acabam aparecendo em sites da internet ou por meio de vendedores em cursos de implante. Abra o olho e use tudo original do início ao fim e certifique-se que seu Técnico em Prótese Dentária faça o mesmo no laboratório.

5. A Implantodontia é uma das especialidades da Odontologia que mais tem processos judiciais contra dentistas? VERDADE.

Isso não é para te desanimar a fazer implantes, mas serve de aviso para que se for fazer, se proteja com toda documentação do paciente. Contrato, termo de consentimento, exames complementares e prontuário do paciente completo.

6. Fumantes e Portadores de Diabetes não podem fazer implante? MITO.

Existem condições sistêmicas que podem contraindicar os tratamentos com implantes. Se o Diabetes estiver controlado, com acompanhamento médico – podemos checar essa condição solicitando exames laboratoriais ou utilizando um glicosímetro portátil – o paciente está apto para receber implantes. Claro que podemos tomar alguns cuidados a mais na medicação e manejo desse paciente.

Fumantes tem risco aumentado de perda de implantes, segundo vários estudos na literatura. Aí é hora de abrir o jogo e anotar tudo em contrato e no prontuário. O paciente declara estar ciente de que suas chances de perda de implantes são maiores. Se possível, o paciente não deve fumar no dia da cirurgia e 3 dias depois.

7. Em alguns planejamentos, pode ser que haja sugestão de exodontia de todos os dentes e partirmos para protocolos? VERDADE.

Isso foi uma coisa que no início, antes de ser especialista em Implantodontia, parecia um planejamento exagerado. “Como assim extrair tudo?” Com uma cabeça de Periodontista conservador, tive que virar a chave para enxergar os limites da prótese.

Alguns pacientes apresentam dentes totalmente fora de posição, falhas em endodontias, giroversões, problemas periodontais severos, extrusões, distalizações, mesializações, perda de dimensão vertical, decorrentes da perda dentária precoce que inviabilizam colocação de implantes apenas onde faltam dentes. E pior: em alguns casos, colocar implantes apenas onde faltam dentes engessaria a posterior possibilidade de reabilitar com protocolo.

Para planejar reabilitações extensas envolvendo implantes dentários, é preciso ter um pouco de visão de futuro. Não aquela visão baseada em adivinhação. É preciso ter em mente todos os conceitos da prótese dentária e da oclusão bem sedimentados. Um tratamento de sucesso vai ser aquele que apresentar estabilidade ao longo dos anos. Vale a pena sempre lembrar que implante não é um pino no osso e sim uma prótese estável estética e funcional sobre uma estrutura ou pino bem posicionado no osso.

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Um abraço.

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