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A era dos multiprofissionais

A era dos multiprofissionais
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Sempre fica uma pergunta: o que será mais que vem por aí? E quanto a gente mais estuda, mais tem o que estudar. É assim, quem trabalha na área da saúde não consegue parar. A odontologia estética ainda vive o seu boom, mas quanta coisa não está mudando de pouco tempo pra cá?

Antes estudávamos apenas a farmacologia, porém, hoje estudamos a laserterapia, terapia fotodinâmica, acupuntura, homeopatia, nutrição e também a odontologia esportiva. Sim! Estudamos tudo isso para promover o bem-estar, tentar reduzir o uso das medicações que muitas vezes já não fazem mais efeito, pois chegamos na “era das superbactérias”. Descobrimos que nem sempre é preciso “remediar”, nós podemos ser mais saudáveis, driblar doenças e sermos mais bem informados.

Sabemos que ainda existem as disciplinas de próteses que ensinam a moldar condutos radiculares (canal do dente), a confeccionar próteses com ou sem grampos, que dentro da endodontia ainda se faz apicectomia (cirurgia e tratamento do canal e raiz do dente), mas são esses os melhores tratamentos que podemos oferecer aos nossos pacientes? Muito sim! Por questões de saúde, financeiras e muitas vezes pelo próprio desejo do paciente que é quem vai comprar o nosso serviço.

Várias coisas mudaram e continuam mudando para melhor. É o caso da implantodontia, mas logo será o das células tronco. E para quem quiser e puder, já existem cursos que ensinam como fazer a coleta dos dentes de leite (células tronco).

Halitose (mau hálito) e saliva, são áreas que muita gente torce o nariz, mas que não é de hoje, que vem sendo estudada por conseguirmos detectar doenças bucais e sistêmicas através do hálito e desse fluido corporal que pouca gente sabe, mas é o termômetro da nossa saúde bucal.

E a “tal” da toxina botulínica, conhecida como botox, e o preenchimento facial (ácido hialurônico)? Gente, que maravilha! Quantos casos podemos resolver de dores faciais, apertamento dental, sorrisos desarmônicos, enfim, tantas possibilidades.

E se eu puder dar uma dica, ela é: “caia de cabeça” nos estudos. Nós podemos não ser especialistas, mas nós temos que saber pelo menos indicar outro profissional se não pudermos tratar. Essa “guerra” que vemos entre odontologia, medicina, fisioterapia, nutrição e outras áreas, ela não deve existir. Não existe mais aquele profissional que se instala em uma sala comercial, e dentro do seu “quadrado” diz: esse paciente é meu.

Vamos acordar, tratamentos são multiprofissionais, e nós humanos somos muito complexos para ficar em “quadradinho”.

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