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A importância da sonda periodontal no exame clínico odontológico

A importância da sonda periodontal no exame clínico odontológico
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Quais são os instrumentais que fazem parte do seu kit de exame clínico? Espelho clínico, pinça clínica e sonda exploradora? Uma espátula número 1 aparece por ali de vez em quando? Uma seringa carpule está presente, já que você costuma trabalhar mais com anestesia? E a sonda periodontal milimetrada? Quando os professores de faculdade mencionavam que a sonda era indispensável, eles não estavam blefando. Como é possível fazer um diagnóstico preciso sem a sonda periodontal milimetrada?

Em alguns poucos casos, o diagnóstico é muito visual. Uma gengiva toda inchada e avermelhada que “só de olhar sangra” já é suficiente para um diagnóstico de gengivite ou periodontiteno caso de perda óssea. Porém, sabemos que os sinais nem sempre se apresentam com tanta clareza. Você pode pensar: “Eu não sou Periodontista! Não preciso ficar fazendo Periograma e sondar dente a dente”. Ok. Sem problemas, mas saber diagnosticar para depois encaminhar o paciente para um Periodontista é de extrema importância.

A principal função da sonda periodontal milimetrada é obter as medidas de profundidade clínica de sondagem e o nível de inserção clínica. Alguns de seus outros usos: medir o tamanho do espaço onde há faltas dentais com a boca fechada para sabermos se cabe um dente naquela região, checar o espaço biológico em restaurações ou próteses próximas da gengiva, saber quais tipos de componentes protéticos precisam ser usados em reabilitações com implantes dentários, por exemplo. Para o diagnóstico de doença periodontal ela é fundamental. Gengiva que possui sangramento a sondagem é considerada uma gengiva doente. E gengiva doente precisa ser tratada. Isso pode ser mostrado facilmente com um espelho para o paciente entender o que está acontecendo em sua boca.

Um detalhe importante é que as sondas milimetradas precisam ser delicadas, finas, com a ponta arredondada e com a marcação fiel. Portanto não use qualquer tipo de sonda. Outros cuidados estão na posição de inserção que deve seguir o longo eixo do dente e na força da mão do cirurgião dentista. Não adianta inserir a sonda na diagonal do dente que não vamos obter a medida correta do espaço biológico clínico, por exemplo, que é da margem gengival até a crista óssea. Quando estamos nos especializando em Periodontia, os professores sugerem que as primeiras sondagens sejam feitas na base das unhas das mãos, sobre aquela cutícula que fica ali naquela região. A força utilizada é muito leve, quase que apenas o peso do instrumento.

Fato é que vivemos em um mercado supersaturado de profissionais e os que se sobressaem são aqueles que vão visar a qualidade, segurança do paciente e excelência. Agregar valor ao seu atendimento é fundamental. Adicione a sonda periodontal milimetrada ao seu kit de exame clínico e ofereça algo mais para seus pacientes. Onde houver dúvida sobre gengivite, basta sondar para ter seu diagnóstico. E se o diagnóstico sair da sua alçada de trabalho, encaminhe o paciente para um colega Periodontista para tratamento e acompanhamento.

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