Odontopediatria

Alfabetização no consultório: você incentiva os pequenos?

Alfabetização no consultório: você incentiva os pequenos?
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Acredita-se que quando a criança está em fase de alfabetização, é preciso que conheça a estrutura da escrita, sua organização e seus princípios. A relação da escrita e da oralidade é de extrema importância nas fases iniciais da vida para que ela possa desenvolver sua aprendizagem. Mas, afinal, qual a relação do dentista nisso?

Incentivar hábitos saudáveis aos pequenos, além da saúde bucal, é imprescindível em qualquer área e ambiente. A consciência que devemos sempre prezar é a da cidadania. Por isso, o(a) odontopediatra deve ter em seu consultório ferramentas que lhe auxiliem nos atendimentos para conquistar a confiança das crianças, afastando o medo para a correta realização dos procedimentos. Os reforços positivos de incentivo à alfabetização é um dos mais utilizados e que as crianças (e os pais também) adoram.

A doutora Maria Claudia Tureli é odontopediatra há 18 anos e diz que no seu consultório odontológico utiliza muito dos recursos de alfabetização. “Incentivo a leitura dos meus pacientes odontopediátricos desde a minha época de graduação. Faço isso através de diversos livros na recepção e também deixo como opção de brindes. Escolho cada um à dedo. Os livros da recepção e de brindes são com temáticas variadas,  que instigam a curiosidade deles. Também gosto de ter o cuidado em deixar à disposição graus diversos de leitura para alcançar ainda mais crianças: desde os bebês (imagens maiores, com ou sem fantoches) até os adolescentes. Uso livros, gibis, e até livro-almofada.”

O analfabetismo no Brasil entre jovens e adultos vem sendo reduzido — passou de 11,5% em 2004 para 8,7% em 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). A odontopediatra diz que acredita ser muito importante os materiais que motivam a leitura e a escrita para as crianças no consultório. E está sempre aprimorando o comportamento positivo da criança na necessidade de cuidar de sua própria saúde bucal por meio desses materiais. “Além de complementar conhecimentos que até mesmo os pais não têm ou não desenvolvem dentro de casa, a atitude agrega valores de higiene pessoal, hábitos saudáveis na alimentação e menos cariogênica. O bom é educar”, complementa.

Confira as dicas da Dra. Maria Claudia para deixar seu ambiente ainda mais motivador

1) Nada melhor do que observar a criança e questioná-la sobre seus gostos, desenhos que gostam de assistir, se gostam de figuras para pintar, etc.. Seu próprio paciente lhe mostrará o que mais o atrai!

2) Antes de colocar os materiais à disposição, leia atentamente o conteúdo do livro/gibi. Não é exagero observar o material em que o livro é confeccionado (se há botões ou itens plásticos que podem soltar, para evitar acidentes como aspiração, deglutição, cortes em cantos afiados).

3) Se percebeu o gosto pela leitura no seu paciente odontopediátrico, incentive o reforço positivo nesse quesito. Isso também pode ser feito no manejo de comportamento para aumentar a colaboração nos atendimentos. Dou a dica, inclusive, de oferecer desenhos com atividades para pintar e/ou escrever. Isso é instrumento motivador para a escola também!

4) Livros interessantes são aqueles que sejam sinestésicos, por exemplo: coloridos e com texturas diferentes. Educar com atividades lúdicas surtem efeitos muito maiores para educar. Livros-almofada fazem sucesso! (é um livro estilo almofada que quando ao abrir, há páginas em tecido). Jogo da memória são interessantes porque podemos agregar letras, palavras e desenhos. Um kit que adoro é da Coleção da Ritinha. Os jogos vem em caixinhas muito lindas. A criança brinca e também aprende a responsabilidade em guardar as peças na caixinha com fecho de elástico.

 

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