Ortodontia

Aparelhos ortodônticos IV: correção ortodôntica

Aparelhos ortodônticos IV: correção ortodôntica
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Seja muito bem-vindo (a) ao nosso novo capítulo da série sobre os Aparelhos Ortodônticos. Caso não tenha lido os capítulos anteriores, clique aqui e corre lá para ver.

Relembrando

Nos capítulos anteriores vimos o conceito da normalidade da oclusão na ortodontia, conversamos sobre os conceitos de prevenção de problemas maiores que podem acontecer e também conhecemos os conceitos básicos da interceptação em ortodontia.

Neste novo post vamos aprender um pouco sobre a filosofia da correção ortodôntica e sobre como ela é importantíssima para a adequada saúde bucal.

Correção ortodôntica

Tentarei simplificar o conceito de correção ortodôntica da seguinte forma e baseada em dois preceitos:

  1. Há um momento ideal para que ela aconteça (com ressalvas);
  2. Um tipo de aparelho ortodôntico (fixo ou removível – intra ou extraoral) realiza a ação para que a correção ocorra, geralmente por meio de movimentação dentária ou redirecionamento do crescimento esquelético dos pacientes (um artigo futuro será necessário para aprofundar este ponto).
Figura 1. Exemplos de bráquetes geminados cerâmicos nos dentes anteriores superiores, com bráquetes de aço em todos os dentes inferiores, que não são muito visíveis durante a fala e sorriso.

Tratamento ortodôntico não tem idade? Ou será que tem?

De acordo com a Associação Americana de Ortodontia a idade de 7 anos é a ideal para iniciar o tratamento ou fazer a primeira avaliação com o ortodontista.

Outras fontes consideram que o final da dentição mista e o início da dentição permanente (com grande variação entre os indivíduos – 10-13 anos) pode ser o melhor momento para o começo da terapia ortodôntica.

Porém, a literatura traz alguns casos em que a orientação correta da amamentação, remoção de hábitos deletérios e até mesmo intervenções ortodônticas possam ser feitas em idades precoces, antes mesmo dos 5 anos de idade.

Atualmente, o tratamento em qualquer idade pode ser realizado e com abordagens diferenciais e personalizadas. Cada faixa etária tem suas necessidades e por isso o diagnóstico correto é primordial!

Figura 2. Caso clínico em que espaços para implantes osteointegrados estão sendo abertos. Nota-se que também haverá um implante no arco superior (pôntico do elemento 22)

 Dente, o que te move?

Para finalizarmos o post sobre a correção ortodôntica, é importante saber que ela só pode ocorrer porque o dente movimenta-se frente à aplicação de uma força sobre ele.

Será que, se você ficar empurrando o seu com a força do dedo numa certa direção por várias horas e por alguns dias algo pode acontecer com ele?

A resposta é sim. Mas não faça isso em casa, está bem?

E porque isso ocorre? Basicamente, o dente não sabe se o que está causando a força para a movimentação dele é um aparelho fixo ou removível e a sua reação previsível e biológica será o desenvolvimento do processo inflamatório e dos eventos bioquímicos responsáveis pela movimentação deste.

Lembrando que, para qualquer tipo de indicação e tratamento ortodôntico, deve-se buscar um Especialista em Ortodontia, que tenha feito um curso com excelente carga horária.

 Aguarde pelos próximos capítulos, até a próxima!

Referências:

http://www.scielo.br/pdf/dpress/v12n6/a13v12n6.pdf

– William R. Proffit; Henry W. Fields, Jr; David M. Sarver. Ortodontia contemporânea. Elsevier, 2007

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