Casos Clínicos

Caso clínico: preenchimento do sulco nasolabial com ácido hialurônico

Caso clínico: preenchimento do sulco nasolabial com ácido hialurônico
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Introdução do caso clínico

A procura por um tratamento estético funcional na odontologia vem crescendo nos últimos tempos. Pacientes que estão descontentes com algo na sua face ou que precisam de um tratamento complementar a outro tratamento, procuram um especialista em harmonização orofacial. O ácido hialurônico, considerado uma substância orgânica, é um componente natural de várias células do corpo humano, mais especificamente daquelas que estão associadas a síntese de colágeno. O ácido é responsável pela elasticidade e sustentação da pele. Com o passar dos anos, por volta dos 25, ele diminui precisando ser reposto, por isso ele é considerado uma substância segura para o nosso corpo.

Um dos tratamentos mais indicados para a utilização do ácido é para atenuação de rugas e sulcos. Através da aplicação por agulhas ou microcânulas é muito possível eliminar a aparência envelhecida causada pela formação do bigode chinês e linha de marionete. Essas marcas ficam mais evidentes com o passar dos anos pela ptose (pálpebra) dos coxins da face.

Queixa da paciente

Nesse presente caso, paciente do sexo feminino, por volta dos 60, procurou o consultório odontológico com principal queixa de face envelhecida, sulco nasolabial bem evidente e prótese total adaptada incorretamente e sem sustentação labial.

Como sua prótese total foi feita recentemente por outro profissional, o tratamento proposto para ela foi preenchimento do sulco nasolabial com ácido hialurônico de ótima qualidade. Sendo um sulco bem profundo, a paciente foi orientada sobre a necessidade de serem feitas algumas aplicações para que possamos melhorar o aspecto do sulco.

Materiais e descrição de como foram utilizados

Foi utilizado como material preenchedor o ácido hialurônico da marca Juvederm Ultra Plus XC da Allergan, contendo 2 seringas de gel de ácido hialurônico (24 mg/ml) com 0,3 cloridrato de lidocaína, e 4 agulhas 27G1/2. Além disso, utilizamos o anestésico mepivacaína sem vasoconstritor no local, para deixar o paciente mais confortável durante a aplicação. O procedimento é simples, porém exige do profissional destreza e técnica para que não haja nenhum comprometimento de vasos e até uma necrose.

Primeiramente é feita a anestesia local intrabucal próximo a região de primeiro pré-molar, causando um bloqueio parcial do lábio superior próximo a região do sulco. Após a anestesia é injetado o preenchedor lentamente, sempre se atentando a vasos próximos da região. Posteriormente, na aplicação é feita uma massagem para uniformizar o material no sulco, impedindo que haja a formação de grânulos internos do material e que ele se espalhe de forma uniforme.

Após o procedimento são passadas algumas orientações ao paciente, dentre eles: evitar exercício físico por 48 horas, exposição ao sol e uso de maquiagem ou creme por 24 horas, uso de protetor solar, etc..

Passo a passo em imagens

Conclusão do Caso

Nessa paciente em especial foram feitas duas aplicações no sulco, devendo ser feita pelo menos mais uma para que haja uma melhora visual na região. A princípio, a paciente optou por apenas duas aplicações e ficou feliz com o resultado. Conseguimos devolver a autoestima dela e uma sustentação melhor da prótese devido as ptoses (pálpebras) dos coxins da face.

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