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5 dicas para começar a correr e como esta atividade mudou a vida de uma dentista

5 dicas para começar a correr e como esta atividade mudou a vida de uma dentista
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CLICK! Cronômetro parado. Mais um treino de corrida finalizado com êxito: 5 subidas de 700 metros \o/

Você pode estar pensando: “eu NUNCA faria isso!”; “impossível ter prazer em sair correndo, ficar suado, e sentir alegria após o esforço físico. Nem pensar!”. Pois essa fui eu até os 33 anos de idade – hoje, com quase 39.

Vou contar brevemente a minha história: quando nasci, não chorei no parto. Na época, só por isso, havia sido diagnosticada como portadora da Síndrome de Down, tive luxação congênita, cheguei a ser paciente da AACD e por muitíssimo pouco não pude andar. Ainda durante o parto, tive uma luxação do pescoço ao ser retirada. Conclusão: recém-nascida ganhei as duas pernas engessadas e um colete cervical.

Em épocas de escola, fui uma das melhores alunas, mas “odiava” as aulas de Educação Física. Só gostava de vôlei.
Após formada em Odontologia, vi-me 14 anos sem ter tirado férias, e tomei a decisão de cuidar de mim. Eu já apresentava sintomas de L.E.R. (Lesão por Esforço Repetitivo) até que uma inflamação grave acometeu metade do meu tronco no lado direito. Sinal de alerta!

Aí, partiu de mim fazer algo. Então… O que fazer? Pensei: “com o mínimo de recursos que tenho, o pouco que eu fizer deverá dar resultados havendo meu empenho!”. Pois bem, iniciei nas corridas e com base nisso, cá estou para lhe dar 5 dicas para quem deseja ingressar no clube dos corredores!

Dica #1: Fortalecimento muscular

Procure um Personal Trainer que fará seu treino. Ele indicará os exercícios e a forma correta para executá-los. É de extrema importância pois, isso propicia a proteção das articulações, músculos e tendões, prevenindo lesões e o tornará um corredor mais eficiente.

Dica #2: Alimentação correta

A alimentação representa 70% de tudo isso. Ela deve ser regida pela orientação de um Nutricionista para que se mantenham os níveis de energia para treinos e provas de corrida. Isso ajuda a manter o corpo forte e que você consiga melhorar sua performance. Resumindo: você precisa comer para correr! Nada de jejum ou qualquer alimento que você caçar na geladeira. Sua dedicação vai lhe trazer resultados positivos que você nunca imaginou antes.

Dica #3: Treinador de Corrida

Procure um Coach em corrida, ou seja, um Educador Físico especializado que será o seu treinador. Não somente os atletas de alta performance tem treinadores. Os corredores amadores de asfalto ou terra também necessitam de orientações quanto aos seus treinos e planejamento de suas provas de corrida. Isso fará com que a sua vida útil esportiva se prolongue e você consiga realizar os seus sonhos esportivos.

Dica #4: O tênis ideal

O tênis que não for confortável, não servirá para você. Pisadas pronadas ou supinadas – ou seja, para fora ou para dentro – precisam de um tênis com pisada neutra. É importante que apresente amortecimento da ponta dos dedos até o calcanhar, independente de como forem suas passadas.

Dica #5: Grupos de corrida

Entrar em um time de corrida alegra os treinos! Porém, é bom ressaltar que cada um tem a sua meta e condicionamento físico. Por isso, é recomendável sempre respeitar o seu corpo para melhorar o seu desempenho. Isso não quer dizer que você não possa estar inserido num grupo, pois vocês podem estar no mesmo parque, só que cada um seguirá a sua planilha de treino, elaborado de acordo com a fisiologia corporal. Legal, né? Tudo isso fará com que a corrida seja um hábito em sua vida!

A saúde bucal durante a atividade física

Quanto à saúde bucal durante a atividade física, existem estudos que comprovam que o uso de isotônicos (reposição hidrolíticas de sais minerais) aumentam a erosão ácida de atletas, devido a sua acidez. E a ingestão de géis de carboidrato, que são suplementos ricos em maltodextrinas ou outros açúcares utilizados em corridas de longa distância, aumentam a propensão da doença cárie.

O excesso de esforço físico, como treinos de tiro – corridas de quilometragens curtas em um menor tempo – e rodagens de longa distância aumentam os riscos de apertamento e bruxismo dentário como forma de válvula de escape emocional.

Sabendo que essa maravilhosa onda de aumento de corredores de rua também eleva a vinda de pacientes desse esporte em seu consultório, temos aí a importância da prevenção e cuidados bucais específicos à esse perfil de atendimento.

Ah! O que eu realizei nesses 4 anos de corrida? Cerca de 50 provas com medalha, 6 meias maratonas (provas de 21km) e 4 pódios. É muito pouco, mas bora treinar e sonhar mais! Que venham mais desafios!

Um beijo!

Autora: Dra. Maria Claudia de Morais Tureli – Responsável pelo Instagram @dentistaquecorre; Graduada, Mestre e Especialista em Odontopediatria pela FOP-UNICAMP.

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