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Cuidados paliativos: Qual o papel do cirurgião-dentista?

Cuidados paliativos: Qual o papel do cirurgião-dentista?
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Olá leitores!

Vocês sabem o papel do cirurgião-dentista no cuidado paliativo? Quais os procedimentos odontológicos podem ser realizados? Veja aqui na íntegra e compartilhe para que os pacientes e nossos colegas de profissão saibam mais sobre o tema

O tópico ainda é recente na odontologia, mas vem recebendo cada vez mais destaque. Os cuidados paliativos englobam qualquer doença que ameace a vida por ser progressiva ou incurável. Neste contexto, o cirurgião-dentista pode promover qualidade de vida, tanto do paciente quanto dos familiares, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento.

Prevenção e alívio do sofrimento: como o dentista pode atuar?

A atuação odontológica está inserida em um contexto multiprofissional e o profissional deve trabalhar concomitantemente com médicos, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais. Por este motivo, as intervenções devem ocorrer desde o início do processo da doença e inclusive concomitantemente ao tratamento.

Principais procedimentos realizados

O dentista atua principalmente nos cuidados de conforto, cuidados de suporte e no gerenciamento de sintomas. Estão entre os principais procedimentos realizados:

– Alívio das dores orofaciais;

– Prevenção e tratamento dos focos infecciosos oportunistas;

– Controle de quadros de sangramento bucal;

– Readaptação e conserto de próteses dentárias que podem estar frouxas ou defeituosas;

– Prevenção e alívio nos efeitos da radioterapia e quimioterapia;

– Controle da halitose e das alterações de saliva.

Obstáculos a serem superados pelo dentista

Ainda hoje, atuar fora do consultório dentário é um grande desafio para o dentista. Além de ter domínio das técnicas e equipamentos, é necessário saber adaptá-los às mais diversas situações – seja na casa do paciente seja no hospital.

Muitos hospitais ainda não estão preparados para dar suporte ao trabalho do dentista paliativista e também existe uma grande carência de cursos na área. Cabe a nós, profissionais interessadas na temática a gerar mais conhecimentos na área, desenvolver maiores vínculos e incentivar formação de novos cursos na área.

Laserterapia e cuidados paliativos: tudo a ver

As maiores complicações orais encontradas em pacientes que necessitam de cuidados paliativos –  mucosite, alterações neutropênicas e infiltrados leucêmicos –  podem ser tratadas com o laser de baixa potência.

O tratamento com esta tecnologia apresenta muitas vantagens:  é um tratamento indolor, seguro, rápido e não apresenta efeitos colaterais. Por este motivo, apresenta grande aceitação por parte dos pacientes. Só é importante lembrar que o dentista deve possuir habilitação junto ao Conselho Regional de Odontologia para realizar procedimentos com o aparelho.

Prever para prover

A prevenção é a grande arma para evitar quadros graves, que são os que mais causam desconforto ao paciente. É importante destacar a importância da odontologia no contexto dos cuidados paliativos, principalmente porque usualmente, a cavidade bucal é entendida como domínio do dentista.

A identificação precoce e avaliação correta de cada caso promove o controle da dor, alívio dos sintomas e principalmente suporte psíquico-espiritual ao paciente. Oferecer uma melhor qualidade de vida aos pacientes é fundamental, desde o diagnóstico até o final da vida.

Autora:

Dra. Julia Honorato – Dentista Estomatologista. Mestre em Patologia Bucal (UFF). Doutora em Saúde Coletiva (UERJ).  Habilitada em Laserterapia (LELO/USP). Capacitação em odontologia Hospitalar (SES/RJ).

Instagram: @drajuliahonorato

Facebook: Dra Julia Honorato

Blog: https://www.draestomatologista.com.br/blog

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