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De olho na Peri-implantite

De olho na Peri-implantite
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Todos nós, cirurgiões dentistas, já ouvimos falar em peri-implantite. São os sinais dos tempos modernos. Cada vez mais pacientes procuram os tratamentos com implantes dentários e a expectativa de vida da população está aumentando cada vez mais. Isso faz com que tratamentos com implantes dentários precisem ter uma boa longevidade e para isso necessitam de manutenção realizada pelo dentista.

O paciente precisa entender e o cirurgião dentista não pode deixar de explicar: próteses precisam de manutenção sempre. Sejam elas sobre dentes, sobre implantes, móveis ou fixas. Muitas vezes o pac iente sai do consultório com a impressão de que a prótese é a resolução definitiva de seus problemas e que ele nunca mais vai ter problemas naquele lugar. Muitos dentistas estão se deparando com a Peri-implantite no dia a dia clínico.

Para fazermos uma comparação com o que acontece ao redor dos dentes naturais, a inflamação começa com uma mucosite, assim como a gengivite. Seja por motivos locais, da anatomia da prótese ou por falta de higiene do paciente, aquela mucosa sangra na hora da sondagem (sim, para examinar um implante é interessante sondar), mostra vermelhidão, porém não tem perda óssea visível na radiografia. Quando o dentista consegue diagnosticar a mucosite, já deve acender um sinal vermelho de que o pequeno problema pode evoluir para um problema mais difícil de resolver, principalmente se for em região estética.

Na Peri-implantite já é possível enxergar uma perda óssea radiograficamente, além do sangramento a sondagem, possível secreção purulenta, exposição de espiras do implante, algo muito parecido com a Periodontite. Lembrando que o cálculo também se forma ao redor dos implantes se não houver controle periódico e os mesmo podem ser raspados com uma cureta especial de teflon para evitar riscos no titânio. Lembrando que essa perda óssea visível não é a Saucerização que pode ser observada ao longo dos anos em alguns implantes. Toda região peri-implantar fica com aspecto doente.

Periimplantite 1

Ainda assim, é possível resolver casos de Peri-Implantite, porém, em sua maioria, vão necessitar de uma nova cirurgia com desinfecção e uso de materiais de enxerto. Vale muito a pena avaliar as paredes ósseas remanescentes e usar materiais de enxerto de qualidade porque se a infecção não for resolvida e a perda óssea progredir a ponto do implante apresentar mobilidade, por exemplo, esse parafuso vai ter que ser removido.

Claro que todo este problema tem maiores chances de ser evitado com a manutenção e as revisões periódicas. Alguns pacientes acabam sumindo do consultório, mas acredito que seja papel do cirurgião-dentista explicar sobre isso em detalhes no momento da entrega da prótese definitiva e lembrar o paciente quando estiver na hora dele voltar para consultas de prevenção. Se ele faz a revisão do carro anualmente, por que não faria a revisão da saúde bucal?

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