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Células-tronco em dente de leite

Células-tronco em dente de leite
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Quem poderia imaginar anos atrás que o dente decíduo, famoso por ser moeda de troca com a fada do dente, seria hoje um guardião de um tesouro chamado: células-tronco, que têm uma particularidade muito especial de se transformarem, em condições adequadas, em diversas outras células do corpo. Com isso, o tratamento e até mesmo a cura de doenças tornou-se algo mais palpável.

As células coletadas do dente de leite, são classificadas como mesenquimais e são mais versáteis, por serem muito jovens e com grande plasticidade e versatilidade. Podem ser utilizadas em mais tratamentos do que aquelas encontradas no sangue (cordão umbilical), por exemplo.

Para extrair o “tesouro”, é necessário acompanhamento com um cirurgião-dentista capacitado. Somente o profissional poderá avaliar quando deverá ocorrer a extração para coletar o material sem perda. O dente tem que estar próximo de ficar mole e é preciso ver como está a reabsorção da raiz. Desta forma, fazendo essa avaliação, um dente já é o suficiente.

A partir da coleta da polpa do dente de leite, é feito o cultivo de células e o armazenamento em nitrogênio líquido. Assim, estas células poderão ser utilizadas em possíveis tratamentos de doenças no futuro, tanto pelo próprio doador quanto por parentes de primeiro grau.

Para realizar o procedimento, os dentistas precisam ser credenciados em algum Centro de Tecnologia Celular, além de seguir os protocolos estabelecidos pelas empresas que são credenciados.

O processo da coleta não é invasivo e pode ser feito naturalmente durante o período de troca dos dentes da criança, geralmente entre os 6 e 12 anos. Quanto mais cedo for feita a coleta, mais jovens serão as células coletadas e melhores serão os resultados e a qualidade do material. Mas isso não significa que após a perda do primeiro dente de leite não se pode mais armazená-las.

O tempo entre a extração do dente e a chegada dele ao laboratório se dá em 48h em média. Geralmente, chegam entre 7 a 15 células do dente, que será preservado e multiplicado em até 7 milhões. Elas podem ser armazenadas por tempo indeterminado, até precisarem ou não ser utilizadas. As células coletadas também podem ser utilizadas em mais de uma oportunidade, devido ao processo de multiplicação.

Há um custo pelo processo de criopreservação, e infelizmente ainda não há iniciativa pública para esse tipo de armazenamento, mas esperamos que essa realidade mude e que todos possam usufruir desses benefícios futuramente.

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