Gestão e Marketing

Dentista executor X planejamento financeiro e de carreira

Dentista executor X planejamento financeiro e de carreira
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No texto Odontologia de R$ 30? Um modelo de negócio arriscado comentei sobre as expectativas do dentista ser o dono de uma clínica odontológica e, em outro lado, executar os procedimentos através de parcerias com preços baixos. Preços que, na maioria dos casos, não contemplam um resultado saudável para a clínica.

Neste texto falo do dentista que atua, sendo dono ou não do negócio, como executor de procedimentos, e deve sempre receber a remuneração por sua produção. Basicamente, este pagamento como executor deve contemplar o planejamento de finanças pessoais do dentista. Tendo em vista que a grande parte não é dona de seu próprio negócio.

Temos vários modelos empíricos, mas alguns pontos devem ser observados no momento de se definir o pagamento. O modelo de pagamento baseado em percentual tem sido o mais usado. Mas no Pensamento Estratégico da PenseFar sugiro o modelo de pagamento por valor fixo do procedimento realizado. A facilidade no controle de pagamento do executor e a desvinculação do seu pagamento do preço cobrado justificam este pensamento.

Sugiro que algumas perguntas sejam feitas pelo executor no momento de sua contratação

  • Qual o percentual que será pago? 30%, 40%, 50%, 60%…
  • Como fica a parte tributária e a venda parcelada por meio de cartão?
  • A clínica tem demanda de pacientes suficiente para cobrir meu tempo na clínica?
  • Qual o preço médio cobrado por serviços de clínica geral (teoricamente os de maior demanda numa clínica)?

Com estas perguntas é possível dimensionar se a expectativa de ganho financeira será suficiente ou não. Aí cabe ressaltar que o dentista deve saber estimar o quanto precisa para bancar sua vida pessoal.

Vou aplicar na simulação a seguir um percentual de 40% como referência para se medir o POTENCIAL DE PRODUTIVIDADE MENSAL e ANUAL (guarde este conceito!) de um dentista executor.

A PenseFar entende que o pensamento anual é a forma correta de se planejar. Mas para entendimento mais prático usaremos o pensamento mensal.

Vamos para as contas?

Em termos de horário comercial, um dentista que trabalha 8 horas por dia, vinte dias úteis por mês pode oferecer 160 horas mês de trabalho. Mas estas 160 horas não acontecem todos os 12 meses do ano, daí a importância fundamental do PENSAMENTO ANUAL. Para alinharmos este raciocínio anual ao mensal, vamos descontar destas 160 horas mês, 30% referentes às férias, feriados, falta as consultas, glosas e retrabalhos. Ou seja, fazer a conta mensal sem descontar estes sugeridos 30% provocam erros graves no planejamento. Com isso, descontando 30% de 160 horas teremos então como uma CAPACIDADE INSTALADA de 112 horas mês.

A PenseFar entende que o maior erro na gestão de um consultório é o pensamento mensal como calibrador de decisões!

Convido você leitor a aplicar estas contas em seu modelo de negócio. Usarei como parâmetro serviços de R$20 e de R$200 realizados em 30 minutos que transformam a CAPACIDADE INSTALADA para 214 serviços por mês (112 horas x 2 serviços por hora)*:

As contas feitas acima têm papel fundamental no planejamento financeiro e de carreira de um dentista. Talvez, num começo de carreira, numa curva de aprendizado, o dentista que tem um custo pessoal menor, a coluna de R$ 20 possa ser suficiente. Por outro lado, conforme o tempo for passando possa não ser suficiente. Por fim, inclua em seu planejamento de carreira contas básicas como estes, mas que baseadas numa correta e precisa gestão de custos em odontologia poderão ser de fundamental importância para seu presente e seu futuro.

 

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