Odontopediatria

Dentista, você conhece a doença mão-pé-boca?

Dentista, você conhece a doença mão-pé-boca?
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A doença mão-pé-boca (HFMD) é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackievirus A16, da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites. Embora possa acometer adultos, ela é mais comum na infância. Geralmente, em crianças de até cinco anos. A doença mão-pé-boca é caracterizada por pequenas feridas na cavidade oral, erupções nas mãos e nos pés.

A transmissão se dá através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções; ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante, aproximadamente, quatro semanas.

Características da doença mão-pé-boca

Inicialmente, os sintomas são semelhantes aos de um resfriado comum, como: febre, dor de cabeça, garganta inflamada e falta de apetite. Um ou dois dias após é que começam a surgir as lesões, características que dão o nome à doença mão-pé-boca durando em média 21 dias.

• Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;

• Aparecimento de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro, que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas na boca, amídalas e faringe, semelhantes a aftas;

• Erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital.

Como o Odontopediatra interage com o paciente que tem mão-pé-boca?

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Em alguns casos, os exames de fezes e a sorologia podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da infecção. Lembrando que é muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças que também provocam estomatites aftosas ou vesículas na pele.

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é a base de sintomáticos, ou seja, cuidar do que está presente.

Além dos pediatras, os Odontopediatras também podem tratar. Analgésicos e antitérmicos para dor e febre, e nos casos mais graves indica-se antivirais nas primeiras 72 horas. Soluções contendo anestésicos podem ser usadas minutos antes de se alimentarem, com a prescrição do profissional.

O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. Pessoas contaminadas devem ficar em casa. Crianças não devem ir à creche ou à escola até todos os sintomas desaparecerem.

Por causa da dor, surge a dificuldade para engolir e muita salivação. Por isso, indica-se nesse momento: alimentos frios, gelados, pastosos e com pouco tempero; bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo.

É muito importante a higienização das mãos com frequência, principalmente na hora de trocar as fraldas das crianças, após ir ao banheiro e antes de manusear a comida. Brinquedos também devem ser higienizados com frequência.

E claro, não devemos negligenciar a higienização bucal do pequeno, mesmo que dolorida, deve ser realizada para que a situação não se agrave.

Até breve!

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