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Diabetes e a saúde bucal

Diabetes e a saúde bucal
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Dia 14 de novembro foi a data escolhida para alertar a população sobre o diabetes, doença que já atinge 371 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos no mundo. O Brasil é o 4º país com o maior número de diabéticos, contabilizando 13.4 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos. Esse número é alarmante e preocupa médicos e cirurgiões-dentistas, principalmente porque cerca de 50% da população desconhece a doença.

Será que seus pacientes sabem da relação do diabetes e a saúde bucal? Portadores do diabetes têm maior chance de sofrer com doenças gengivais, como gengivite e periodontite, candidíase, xerostomia, úlceras, infecções, halitosecáries e perda dos dentes.

Quando o paciente está com a doença descompensada, seu sistema imunológico fica deficiente, deixando a pessoa mais vulnerável a processos infecciosos causados por bactérias e fungos. Atividade física e uma dieta alimentar equilibrada são fundamentais para o controle do diabetes.

Já existem profissionais especializados em tratar diabéticos. Por isso, o cirurgião-dentista deve ser avisado pelo paciente logo na primeira consulta. Pessoas com diabetes necessitam de cuidados especiais.

É importante realizar o exame da mucosa, língua e dentes em todas as consultas. Caso o paciente apresente alguma manifestação da doença, o cirurgião-dentista deve encaminhar o paciente ao endocrinologista para avaliação e controle da hipertensão arterial, complicações da doença e medicação utilizada. Além disso, é de extrema importância a solicitação de exames como hemograma, hemoglobina glicosilada e glicemia no início do tratamento.

Esses são os testes para diagnosticar o diabetes:

  • Glicemia: picada no dedo. Dosa o nível de glicose circulante no corpo naquele momento.
  • Hemoglobina glicada: reflete a média de açúcar no sangue dos últimos 60 a 90 dias. O resultado sai em até 48 horas.
  • Tolerância à glicose: são coletadas duas amostras de sangue e, no intervalo entre elas, a pessoa ingere uma solução açucarada. O laboratório compara a taxa de glicose de ambas para revelar a resistência à insulina de cada indivíduo.

Importante: quem tem diabetes é sensível a qualquer tipo de trauma, o que fará aumentar os níveis de cortisol. Esse hormônio, por sua vez, fará a glicemia sumir. Por isso, se esse paciente for submetido a um tratamento bucal de grande extensão, deverá ser avisado de que o percentual de açúcar no sangue poderá aumentar. Além disso, os diabéticos apresentam dificuldade de cicatrização, o que pode se tornar dramático em procedimentos cirúrgicos e no tratamento da doença periodontal*.

*Extraído do livro Abra a Boca, Dr Fábio Bibancos

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes, Colgate, Revista Saúde, Blog Dr. Drauzio, Portal Terra, Instituto Smile

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