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Disfunção Temporomandibular em atletas

Disfunção Temporomandibular em atletas
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A Disfunção Temporomandibular e dor orofacial foi oficializada como especialidade na Odontologia pelo CFO em 2002 e tem como seu principal papel diagnosticar, tratar e entender doenças que acometem a ATM (articulação temporomandibular). Essa estrutura complexa é responsável pela articulação da mandíbula e, quando afetada pode causar diversos problemas de saúde e impacto na qualidade de vida.

Atualmente a disfunção temporomandibular consiste em uma etiologia multifatorial, sendo essas causas os macrotraumas e microtraumas, a maloclusão (toques dentais irregulares), os hábitos parafuncionais (morder objetos, roer unhas, ranger dentes) e estresse emocional.

Os sintomas mais frequentes da DTM são dores de cabeça, estalos, dor ao abrir e fechar a boca, dores nos músculos da mastigação, dificuldade de mastigar ou morder, inchaço no rosto e mudança na oclusão dentária.

Os altos e baixos na vida de um atleta influenciam diretamente seu estado emocional. Apesar da presença do psicólogo em uma equipe multidisciplinar, muitas vezes a saúde psicológica de um atleta é esquecida. O estresse recorrente provoca hábitos parafuncionais, que podem dar origem a DTM ou potencializar a doença já pré-existente.

O bruxismo (ranger dos dentes) tem também sua etiologia através de agressões reprimidas, tensão emocional, raiva, temor e frustração, e, na maioria das vezes se faz presente e agrava o quadro da DTM, influenciando negativamente no desempenho atlético.

A variedade biomecânica das modalidades somada a intensidade na prática esportiva resultam em estímulos involuntários, sendo um deles o apertamento dental.  Durante as atividades muitos atletas costumam apertar ou ranger seus dentes sem perceber, isso ocorre durante estímulos mais intensos como, chutes, impulsões, cabeçadas, arremessos ou golpes. É uma complexidade quase que infinita e, por esse motivo, é necessária uma atenção especial.

Disfunção temporomandibular

Atletas são considerados uma população de risco para o desenvolvimento da DTM devido a diversos traumas durante treinos e jogos, sendo eles intensos ou não. Dentre os diversos estudos na literatura, o de Gay-Escoda e colaboradores relatam que 30% dos atletas de futebol do Barcelona apresentavam bruxismo, 16,7% apresentavam ruídos na região articular e 6,7% desses relatavam dor na avaliação de palpação articular.

Existe uma alta prevalência de doenças bucais em atletas e, a DTM é apenas uma delas. A avaliação odontológica prévia é de suma importância para atletas não terem seu desempenho esportivo afetado por enfermidades odontológicas.

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