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Ergonomia para dentistas é possível?

Ergonomia para dentistas é possível?
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Normalmente muitas pessoas apresentam receio de ir ao dentista com medo de sentir dor. Mas, muitas vezes, quem apresenta a dor é o dentista.  Segundo alguns estudos, cerca de 70% dos profissionais da odontologia queixam-se de algum tipo de dor, sendo constatados principalmente no pescoço, ombros e braços.

Destaca-se como patologias mais encontradas entre os dentistas as Lesões por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), que são as patologias encontradas na região da coluna cervical, cintura escapular e membros superiores.

Segundo Lima (2001), a LER é um conjunto de doenças que acometem os nervos, músculos e tendões, juntos ou separadamente. Representam a consequência tardia do mau uso crônico de um delicado conjunto mecânico, que é o membro superior. A melhor forma de controlá-la é através dos programas de prevenção.

Os dentistas devem se organizar no ambiente de trabalho seguindo as normas ergonômicas adequadas, observar as correções posturais, adotar um estilo de vida com atividades físicas para evitar o sedentarismo e tomar atitudes que favoreçam uma vida mais saudável, apresentando assim maior e melhor rendimento profissional.

Fatores que contribuem para LER – DORT:

  1. Longa jornada de trabalho;
  2. Falta de intervalos entre os atendimentos;
  3. Falta de alongamento e repouso;
  4. Falta de exercícios físicos;
  5. Posturas inadequadas e força excessiva na execução das tarefas;
  6. Desrespeito aos fatores ergonômicos e antropométricos (equipamentos, acessórios, mobiliários, posicionamentos, distâncias e alturas).

O que o dentista pode fazer para evitar LER – DORT?

  • Alternar períodos de esforço muscular e tarefas que exijam maior e menor esforço;
  • Evitar ficar em posição estática por um período de tempo prolongado;
  • Evitar movimentos repetitivos;
  • Adotar posturas ergonômicas corretas;
  • Manter as articulações numa posição neutra e os membros próximos ao corpo;
  • Realizar atividades próximas à altura dos cotovelos;
  • Evitar levantar os braços acima da altura dos ombros;
  • Evitar a flexão da coluna vertebral para frente;
  • Manter, sempre que possível, os punhos em posição neutra;
  • Executar pequenas pausas com frequência, principalmente quando exigir o uso de movimentos repetitivos;
  • Reduzir a velocidade e a força compressiva dos instrumentos manuais;
  • Realizar a escolha de equipamentos ergonomicamente adequados;
  • Utilizar meias de média compressão para a prevenção de varizes;
  • Evitar o uso de luvas que apertem o punho;
  • Incluir em sua rotina diária exercícios de alongamento e relaxamento.

Os exercícios de alongamento têm como objetivo obter flexibilidade das articulações dos ombros, cotovelos, punhos, mãos, melhorar a circulação, aliviar a dor e a tensão muscular, manter a amplitude de movimento, e manutenção do equilíbrio muscular.

Confira algumas sugestões que podem ser incluídas na sua jornada diária entre os atendimentos:

 

Autora: Ana Paula Corrêa – Ergonomista da Dental Cremer – CREFITO/SC 166988.

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