Implantodontia

Exodontia minimamente traumática e implantes dentários

Exodontia minimamente traumática e implantes dentários
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Com o advento dos implantes dentários, os procedimentos para exodontia têm passado por algumas mudanças nos últimos anos. Sabemos que a preservação das paredes ósseas é de suma importância para o sucesso funcional e estético dos implantes dentários. Nessa linha de pensamento, devemos utilizar conceitos que permitam a exodontia minimamente traumática. Tudo isso para aumentar a segurança, o conforto do paciente e a previsibilidade dos implantes dentários.

A odontologia contemporânea nos oferece materiais e técnicas para garantir a maior preservação de tecido ósseo e gengival em uma extração dentária.

Primeiro de tudo é preciso planejamento.

O exame de eleição atual para um bom planejamento em implantes dentários é a Tomografia Computadorizada.

A influência da tecnologia

A tecnologia nos permite medir com precisão milimétrica, inclusive com planejamento dos casos em programas de computador. Com a visão tomográfica podemos escolher o melhor tipo e tamanho de implante, tendo visão da parede óssea vestibular, geralmente a mais fina e mais difícil de ser preservada após uma exodontia em áreas estéticas.

O mercado já disponibiliza extratores para exodontias minimamente traumáticas nos casos uniradiculares e quando as raízes não possuem muita dilaceração. É importante também ter materiais cirúrgicos específicos como periótomo e elevadores com pontas finas e delicadas para maior preservação do alvéolo.

Para esses tipos de procedimentos, os cirurgiões-dentistas devem estar preparados para resolver possíveis defeitos ósseos na região com enxertos alógenos e membranas reabsorvíveis, por exemplo. Todo material já deve estar preparado e separado na hora da cirurgia. Em muitos casos, dependendo do planejamento, o implante já pode ser instalado no mesmo tempo cirúrgico da remoção do dente ou raiz residual.

Outra opção que temos no mercado é a membrana sintética de polipropileno Bone Heal. A barreira regenerativa e impermeável fica sobre a ferida cirúrgica de 7 a 15 dias e ajuda na cicatrização e regeneração óssea quando o defeito não é for muito extenso. A barreira pode ser usada pós-exodontia e após instalação de implantes imediatos.

Os tempos mudaram

Quando eu estava na faculdade, no início dos anos 90, me lembro que uma das fases da exodontia era a realização da Manobra de Chompret, compressão alveolar com os dedos, para aproximação das paredes vestibular e lingual ou palatina. Hoje em dia não se realiza mais essa manobra. Estudos mostram que há alteração dimensional da espessura óssea da região que podem até inviabilizar implantes posteriormente. Mais um motivo para o cirurgião-dentista estar sempre atualizado com os conceitos mais recentes.

Tudo isso engloba uma grande preocupação e profissionalização do cirurgião-dentista com seus procedimentos. Não existe “exodontia simples”, como vemos descrito em tabelas por aí. Cabe ao profissional reservar um horário maior, investir em materiais e aumentar seus honorários em um procedimento desses que vai garantir uma reabilitação com implantes dentários com função e estética favoráveis.

Um abraço!

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