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Extrair ou não extrair? Eis a questão!

Extrair ou não extrair? Eis a questão!
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Quando optar pela extração de um dente? Essa não é uma pergunta fácil de se responder em muitos casos. O quanto ainda vale “salvar” um dente? Quantas tentativas de retratamento de canal? Apicectomia? Se você enxerga uma mobilidade dental, você já condena o dente? Você é mais conservador ou mais radical nesse aspecto?

Para os cirurgiões dentistas recém formados, ou em formação, talvez seja difícil de entender no início, mas a Odontologia não é igual em todos os lugares. Mesmo dentro de um país, de uma cidade, ou até mesmo dentro de um bairro, você pode encontrar diferentes filosofias de trabalho, seguidas por diferentes profissionais. É complicado falar em termos como “certo” e “errado” e por isso que é impossível julgar as condutas de nossos colegas.

Como Periodontista há 8 anos, acabei me acostumando a ser o “juiz” que decide o futuro de muitos dentes. Meu curso de especialização teve um caráter bastante conservador e por isso considero alguns fatores antes de seguir pelo caminho da extração ou da manutenção de um dente. Um dos primeiros tópicos que considero é a vontade do paciente. Encontraremos pacientes que querem muito manter seus dentes naturais e outros que já querem trocá-los por implantes e próteses. Em seguida considero a higiene oral do paciente.

A Periodontia é muito gratificante por poder oferecer a chance de reabilitação com consultas de ensino de higiene bucal prévias e posteriores à raspagem, alisamento e polimento dental. Mesmo sendo conservador, é preciso analisar bem cada dente, ter o pé no chão e as sondas na mão. Dentes com mobilidade grau III, lesão de furca grau II ou III, fraturas radiculares e raízes encurtadas, infelizmente serão condenados. Em alguns casos, são necessárias extrações por motivos protéticos e até mesmo ortodônticos.

Acredito ser muito importante explicar ao paciente suas opções, didaticamente, inclusive precisando o tempo de tratamento e o valor. Tem paciente que tem pressa, outros são mais calmos. Apresentar duas ou mais opções de tratamento. Explicar que, por exemplo, realizar um retratamento endodôntico, aumento de coroa clínica, núcleo e coroa pode ser mais demorado do que extrair e fazer um implante, mas se o dente estiver em boas condições, manter o dente pode ser mais interessante. Ou não. Cada caso é um caso.

A filosofia de trabalho de cada um vai sendo formada com o tempo. Tem influências da faculdade, da especialização, dos colegas e da experiência clínica. O mais importante de tudo: juntarmos nossa munição: exame clínico, físico, anamnese, exames complementares e um correto diagnóstico. Assim é possível oferecer as opções de tratamento com segurança de acordo com a filosofia de cada um, extraindo ou mantendo dentes.

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