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Faça mais que atendimento: encante pais, mães e crianças

Faça mais que atendimento: encante pais, mães e crianças
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Nossa mala direta de maio está ainda mais especial com um texto exclusivo da Dra. Marjorie Lanzarin para o Mês da Família. Confira o texto na íntegra.

O dentista que trabalha com crianças precisa ter um dom especial! Não estou falando do desenvolvimento do tratamento odontológico em si, mas em conseguir cativar a criança pequena e os
pais para que o mesmo ocorra.

É comum ouvirmos nossos pacientes perguntarem quando devem levar seus filhos ao dentista pela primeira vez. Gosto muito de atender gestantes por isso, o tratamento começa quando a criança ainda não nasceu através da conscientização da mãe, pois infelizmente são poucos os obstetras e pediatras que explicam sobre os cuidados bucais necessários ao bebê. O pré-natal odontológico é tão importante quanto o pré-natal médico, e recomendo que a gestante visite o dentista pelo menos 3 vezes durante a gestação: uma vez em cada trimestre.

No primeiro, o dentista deve explicar as mudanças que ocorrem na cavidade bucal da gestante através das alterações hormonais – como sangramentos e boca seca – e também avaliar a saúde bucal e a necessidade de tratamento odontológico. No segundo trimestre é o momento ideal para realizar os tratamentos odontológicos necessários na gestante: o feto já vai estar quase todo formado e a barriga ainda vai possibilitar posições mais confortáveis na cadeira do dentista. E no terceiro trimestre é a hora de passarmos todas as informações necessárias sobre os cuidados que ela deve ter com o bebê. É importante destacar sobre a importância da amamentação no desenvolvimento crânio-facial do bebê, sobre os bicos ortodônticos e até quando a criança deve usá-los e principalmente, estimular a criação de uma rotina para os cuidados bucais da criança para ela ir acostumando que deve deixar escovar os dentes.

Depois que o bebê nasce o ideal é receber a primeira visita do pequeno antes do nascimento do primeiro dentinho, para explicar como deve ser feita a higiene bucal com gaze ou fralda limpa e a posterior limpeza dos dentes. Se não for possível, a primeira consulta deve ser realizada até o primeiro ano da criança. Uma mãe bem orientada vai ter uma criança sem cáries e apenas com boas lembranças do consultório do dentista.

Mas e como proceder com aquelas crianças que já chegam com dor no consultório e com pais ansiosos que mal deixam a gente trabalhar? Nesses casos gosto de realizar o tratamento aos poucos, com muita paciência, psicologia e consultas de condicionamento. Nunca faço a primeira consulta de uma criança completamente paramentada, pois aquela imagem do dentista todo de branco assusta até adultos, imagina crianças? Uso um jaleco colorido, vou mostrando os instrumentos e aos poucos coloco gorro, máscara, óculos e luvas.

A criatividade de cada colega precisa ser ampla apresentando os instrumentos que serão utilizados e explicando como os procedimentos serão realizados. A criança entende quando falamos com calma e não ocultamos a verdade dela, e os pais também. É algo que precisamos ensinar a eles com muita paciência e insistência, principalmente em não relacionar dentista com castigo. O dentista quando se torna um amigo para criança se torna único para ela e indispensável para a família. Eu ainda não sou mãe, mas tenho as minhas crianças. A coisa mais legal do mundo é poder acompanhar o crescimento delas a cada visita ao meu consultório.

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