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H1N1 na odontologia: Como se prevenir?

H1N1 na odontologia: Como se prevenir?
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Em tempos de zika, dengue, chikungunya, febre amarela e olimpíada, os atletas terão que correr e ser mais ligeiros que os mosquitos no Brasil para não serem pegos. E nós?

Para não recebermos a visita desagradável do H1N1 precisamos estar mais atualizados e informados do que nunca. O que é? Como se pega? Como podemos evitá-lo e quais os sintomas? Qual a diferença dele para um resfriado, uma gripe comum ou rinite?

Devemos saber isso para instruirmos nossa equipe, nossos pacientes e nossa família. Temos que nos cuidar mais. Vermos nosso paciente como um todo. Temos que ser mais profissionais para sermos mais valorizados. Vamos mostrar que cuidamos dos nossos pacientes, somos seu aliado!

Falando de H1N1 no nosso ambiente de trabalho.

Por mantermos contato direto com o paciente fazemos com que sejamos ótimos transmissores e vice-versa, visto que essa é disseminada, na maioria das vezes, por tosse, espirros, secreções respiratórias e podemos nos contaminar tocando objetos de pessoas infectadas com o vírus e depois tocando boca e nariz.  As mãos são o grande meio de transmissão.

Devemos ter grande cuidado em lavar as mãos toda hora que tiver sujidade visível com água e sabão (Riomax ou Rioderm) e toda vez que apertamos a mão de alguém com álcool gel a 70%. (RIOGEL ou RIOCARE)

Sempre que possível, abra as janelas para que haja a troca do ar, melhorar fluxo de ar do nosso consultório ou clínica e sempre tenha um sistema de exaustão eficiente (importante para nossa saúde, equipe e pacientes. Não só pelo H1N1, mas por trabalharmos com produtos químicos, desinfetantes de alto nível, entre outros).

Sempre que houver suspeitas de pacientes contaminados, nós e equipe não devemos atender. Suspender atendimento e procurar ajuda médica, se for nosso caso, ou instruir nossos pacientes a fazê-lo. Lembrando que, mesmo que seja uma gripe comum, o maior aliado é repouso, boa alimentação e hidratação. Evitar ir à escola, trabalho e locais com acúmulo de pessoas.

Não devemos nos automedicar podendo mascarar o problema e também facilitar o aparecimento de cepas resistentes. Os médicos que podem fazer o diagnóstico específico são: clínico geral, infectologista e pneumologista.

Sintomas do H1N1, influenza A ou gripe suína

Similares aos sintomas da influenza humana comum (gripe comum). Eles incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarreia e vômitos associados à enfermidade. Pneumonia e falência respiratória também já foram associadas à doença que pode causar morte. Pode agravar casos de doenças crônicas já existentes.

H1N1

  • Febre: Início súbito a 39º
  • Dor de cabeça: Intensa
  • Calafrios: Frequentes
  • Cansaço: Extremo (fraqueza)
  • Dor de garganta: Leve
  • Tosse: Seca e contínua
  • Muco (catarro): Pouco comum
  • Dores musculares: Intenso
  • Ardor nos olhos: Intenso
  • Falta de ar, espirros, coriza e congestão nasal

Gripe comum

  • Febre: Não chega a 39º
  • Dor de cabeça: Menor intensidade
  • Calafrios: Esporádico
  • Cansaço: Moderado
  • Dor de garganta: Acentuada
  • Tosse: Menor intensidade
  • Muco (catarro): Forte e com congestão nasal
  • Dores musculares: Moderado
  • Ardor nos olhos: Leve

Resfriado

Sintomas parecidos com a gripe, mais brandos e duram menos tempo (2 a 4 dias). Também é uma doença respiratória, mas causada por vírus diferentes.

  • Tosse
  • Congestão nasal
  • Coriza
  • Dor no corpo
  • Dor de garganta leve
  • Febre é menos comum e quando existe é bem baixa

Rinite Alérgica

  • Espirros
  • Coriza
  • Congestão nasal
  • Irritação de garganta

Como já disse, foram relatadas formas graves da doença com pneumonia e falência respiratória, (essas são tidas como complicações graves causadas por infecções bacterianas secundárias) e as vezes levando a morte. Também pode causar uma piora de doenças crônicas já existentes (como bronquite e asma). O diferencial dela é aparecer complicações em pessoas jovens, o que não acontece com a gripe comum, a não ser que esses pacientes estejam imunodeprimidos (com a resistência muito baixa).

As vacinas

São oferecidas na rede pública para as pessoas do grupo de risco: crianças entre seis meses e cinco anos, idosos acima de 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, asma, bronquite, insuficiência renal, obesidade grau 3, por exemplo), imunossuprimidos e transplantados, profissionais da saúde, população indígena e presidiários.

As demais pessoas que querem se prevenir, devem procurar clínicas particulares para se vacinarem. Lembrando que, a vacina leva de 2 a 3 semanas para fazer efeito e que os efeitos colaterais são insignificantes se comparados aos seus benefícios.

Curiosidade 1

Você não pega gripe pela ingestão de carne de porco. O vírus será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada a 71°C.

Curiosidade 2

Você sabia que a vacina é contraindicada para quem tem alergia grave a ovo? Essa pode conter ovoalbumina, uma proteína do ovo responsável por reações alérgicas. Isso acontece porque existe uma etapa, durante a produção da vacina, que o vírus cresce em ovos.

Por fim, cuidado com animais e pessoas contaminadas, contágio por via aérea ou meio de partículas, saliva, secreções respiratórias e principalmente pelas mãos. Lembre-se que ela (H1N1, vírus da gripe A, influenza tipo A, gripe suína ou gripe aviária) fica incubada de 3 a 5 dias e depois os sintomas aparecem. Prevenir é o melhor remédio!

  • Evite manter contato muito próximo com uma pessoa que esteja infectada.
  • Lave sempre as mãos com água e sabão. Evite levar as mãos ao rosto, boca, olhos e nariz, principalmente depois de ter tocado objetos de uso coletivo, antes de consumir alimentos e após tossir e espirrar.
  • Leve sempre um frasco com álcool-gel (RIOGEL ou RIOCARE) para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas.
  • Mantenha hábitos saudáveis. Alimente-se bem, coma verduras, frutas e beba bastante água.
  • Não compartilhe utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, garrafas, talheres e travesseiros.
  • Se achar necessário, utilize uma máscara para proteger-se de gotículas infectadas que possam estar no ar.
  • Evite frequentar locais fechados ou com muitas pessoas.
  • Jogue fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca, nariz, ao tossir ou espirrar
  • Mantenha os ambientes bem ventilados e evite, se possível, viagens para locais onde estão ocorrendo surtos da doença.

Agora que já estamos munidos de tantas informações, o negócio é correr! Aparecendo sintomas que não passam: muito cansaço, falta de ar, febre alta (38, 39°C de início repentino), dor muscular, de cabeça, garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, inapetência, as vezes vômitos e diarreia… nada de ir levando e depois sair correndo para a emergência. Vá ao seu médico de confiança, assim você não só passa tranquilo essa temporada de olimpíada como também ganha esse jogo contra um vírus mutante que faz tanto estrago.

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