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Invisível aos olhos

Invisível aos olhos
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Estamos habituados à visualização do que é bem pequeno no quesito detalhes como, término de preparo, perfeita adaptação, efeitos em cerâmicas e cerômeros, sempre em busca da aproximação protética do que Deus criou: os dentes. Mas a busca pelo trabalho artístico, pela estética facial harmônica e a devolução da função mastigatória a outros seres humanos envolve muito mais coisas do que imaginamos. Pois bem leitores, hoje, vamos falar um pouquinho sobre aquilo que não “enxergamos” em nosso trabalho.

Já pararam para pensar o que é invisível aos olhos no nosso ambiente, o que passa despercebido todos os dias, quantos casos entram e saem do laboratório enviados de diversos consultórios, com metodologias de trabalho distintos, protocolos, pessoas envolvidas, umas preocupadas com Biossegurança outras nem tanto.

Se preocupar com o que não vemos é dificílimo, exige conhecimento, treino e revisão do que está sendo feito a respeito com frequência.

Micro-organismos não são vistos a olho nu, é necessário um microscópio para visualiza-los. Diversos deles são necessários para nossa sobrevivência, outros podem causar malefícios a saúde, com esses devemos nos preocupar. Os micro-organismos são classificados como fungos, bactérias, vírus e protistas, todos estudados a fundo pela Microbiologia. Talvez se todos técnicos durante a formação acadêmica em prótese dentária, tivessem em grade curricular uma base mais sólida sobre o assunto, estaria desta maneira mais atento com o tema.

Mas, vamos lá, se não enxergamos temos que nos policiar com o que especificamente?

A resposta: Saliva e Sangue, estas são fontes transmissoras de doenças.

Embora técnicos não tenham contato direto com pacientes de maneira geral, recebem moldes, vale frisar casos de cargas imediatas, os quais pela dificuldade do procedimento de moldagem carregam entre os componentes e o próprio material de moldagem carga de sangue um pouco mais acentuada do que os outros procedimentos protéticos, e são um pouco mais difíceis de serem limpos e higienizados adequadamente nos consultórios.

Portanto Tpds, temos que estar sempre atentos as medidas de Biossegurança e procurar adotar um protocolo de trabalho que beneficie toda equipe de trabalho!

Referências

TEIXEIRA, P; VALLE, S. Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar. Rio de Janeiro: Fio Cruz, 2002.

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  • Erika Leite

    Confira todos os artigos do(a) Dr(a). Erika
    Técnica em Prótese Dentária desde 2001 - Formada pelo Liceu Camilo Castelo Branco.
    Especialista em Prótese Total pela UNIFAES. Professora da Especialização em Prótese Total- Senac SP e da Equipe Prótese Total Treinamentos.
    Autora e colunista do Blog " Vida com Segurança" destinado a Tpds. Co autora do Livro de Prótese Dentária com o Tema " Qualidade de Vida: Desenvolvendo Condutas de Trabalho para a Saúde e Segurança do TPD. ” Co autora do Livro de Prótese Dentária - 12 Congresso Internacional de Prótese Dentária- APDESP 2011 com o Tema " Qualidade de Vida: Desenvolvendo Condutas de Trabalho para a Saúde e Segurança do TPD.
    Professora da Especialização em Prótese Total- Senac SP e da Equipe Prótese Total Treinamentos.