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Medo de dentista, quem tem?

Medo de dentista, quem tem?
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Você tem medo de dentista?

Infelizmente, ainda, acho que a maioria das respostas a esta pergunta serão positivas: “sim”. E aposto que elas também seriam se eu fizesse a mesma pergunta para vários colegas cirurgiões-dentistas. Mas porque será que tem sido assim?

Vamos pensar juntos?

Historicamente, dor e medo parecem estar ligados à imagem do dentista. Mesmo que possa ser reconhecida uma grande evolução na Odontologia, tanto na relação dos equipamentos, dos materiais e das técnicas quanto do currículo e da formação profissional.

Um estudo de 2006 realizado na Austrália pode nos ajudar ainda mais sobre a importância de falarmos sobre este tema. Armfield e colaboradores fizeram uma pesquisa com 7312 pessoas. Vamos aos resultados da pesquisa: a pesquisa mostrou que houve uma prevalência do medo de dentista de 16% entre as pessoas estudadas, as mulheres tinham mais medo do que os homens e as pessoas com maior nível socioeconômico tinham menos medo de dentista.

Os dados alarmantes, que justificam a nossa luta contra o medo de dentista: As pessoas que tinham mais medo de dentista eram as que tinham maior chance de ser desdentados (edêntulos), eram as que tinham mais dentes perdidos e as que tinham o maior tempo desde a última vez que tinham ido ao dentista.

O papel do cirurgião-dentista?

Geralmente, temos muito medo daquilo que não conhecemos. Assim, todo dentista tem um importante papel de desmistificar as informações técnicas e científicas de forma que o paciente e seus conhecidos possam saber exatamente como os cuidados devem ser realizados. O papel do dentista é informar, descomplicar a Odontologia sempre que possível, fazendo-a prática, acessível e abrangente! Devemos vestir a camisa da saúde, dar a devida importância ao indivíduo como um todo e à boca como parte deste indivíduo.

Referências:

www.facebook.com/change.consultoria

www.medodedentista.com.br

ARMFIELD ET AL. Dental fear in Australia: who’s afraid of the dentist? Australian Dental Journal 2006;51:(1):78-85

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