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Novidades e considerações sobre a Implantodontia

Novidades e considerações sobre a Implantodontia
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A implantodontia vem se estabelecendo como especialidade chave na reabilitação bucal quando há perdas de elementos dentais. Muitas empresas brasileiras e estrangeiras vêm investindo bastante em novos produtos, atualizações, melhorias e novas soluções para este mercado que cresce a cada ano, indo na contramão da atual crise que o país atravessa.

Há alguns anos que o acesso da população aos tratamentos com implantes dentários está em ascensão. As inúmeras opções que o mercado oferece ao cirurgião-dentista, todas por empresas com forte presença e muita qualidade, dão certa liberdade de escolha, de acordo com cada caso ou cada tipo de situação financeira e bucal dos pacientes.

Para aqueles cirurgiões-dentistas que estão pensando em seguir esta especialidade, é normal passar por uma pequena confusão mental com tantas opções de implantes, marcas, componentes protéticos, chaves, fresas, kits, parafusos, encaixes e maneiras de fazer próteses sobre os implantes propriamente ditos. Nada que um pouco de vivência clínica diária e muito estudo não resolvam. Muitos colegas optam por um ou dois sistemas para poder oferecer mais opções para seus pacientes. No fim das contas, a gente percebe que o planejamento reverso tridimensional – pensar na prótese para depois decidir qual e como vai ser o implante – é o mais indicado e nos traz maiores chances de sucesso.

Atualmente, existem implantes com tratamento especial de superfície que podem ser reabertos com 21 dias após sua instalação, isto é, não é mais preciso aguardar 4 ou 6 meses para a osseointegração começar a acontecer e o implante ter firmeza para aguentar as cargas e torques dos procedimentos protéticos e da mastigação. Claro que ainda há casos mais complexos e desfavoráveis, em que a região precisou de enxertos ósseos, por exemplo. Essa espera de 3 semanas cabe nos casos ideais, com travamento inicial e sem intercorrências.

Algumas empresas estão lançando novidades em 2016 como implantes ultracurtos com 4 mm de altura (antigamente o menor que conseguíamos achar era de 5 ou 6mm). Outros lançamentos presam por diminuir o diâmetro dos parafusos, para implantes realizados na região de incisivos inferiores ou incisivos laterais superiores (existem opções de 3mm de espessura). Podemos estar caminhando para uma padronização interessante em que cada dente vai ter uma ou mais soluções próprias para sua substituição.

Outros sistemas estão inovando no pilar protético. Já podemos encontrar no mercado um pilar protético personalizável pelo próprio dentista, podendo angular o pilar de acordo com seu planejamento no consultório. A liberdade e a facilidade dessa técnica podem economizar consultas e tempo. A evolução está caminhando para que a substituição de um dente perdido por um implante seja cada vez mais rápida, sem perder a qualidade e durabilidade.

É importante tocarmos em um assunto delicado: cuidado com o mercado paralelo de componentes protéticos. Sabemos que existem muitas fábricas “genéricas” que oferecem componentes como parafusos, pilares, cicatrizadores e etc por preços muito abaixo do praticado pelas empresas sérias do ramo. Nesse caso, o barato sai caro e o encaixe muitas vezes não é 100% se compararmos aos originais.

Colocar implantes dentários não é simples como colocar um parafuso na parede para pendurar um quadro. Não, senhoras e senhores. Exige planejamento cuidadoso, que hoje podemos fazer baseados em tomografias digitais, com uso de simulação em programas de computador para escolhermos dentre tantas opções que o mercado nos oferece. Tudo para oferecer o melhor para os nossos pacientes.

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