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O custo da independência financeira

O custo da independência financeira
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Tem uma pergunta muito importante na gestão de custos e no planejamento de carreira de um Cirurgião-Dentista que é: o preço que você cobra ou o quanto você fatura é quanto representa a parte de sua vida pessoal e sua trajetória até sua independência financeira? Ou de forma mais técnica: para R$ 1 mil que você fatura qual o percentual reservado ao seu custo pessoal e aposentadoria? A palavra aposentadoria foi citada, pois é um termo que ancora ao dia de parar de trabalhar. Se aposentar. Este dia chegará. Acredite!

Prefiro usar a independência financeira que para PenseFar representa o momento da carreira em que o profissional trabalha por uma questão de opção. E não mais por obrigação. Temos a caraterística básica de sermos executores de serviços, ou seja, dependemos de nossa presença física. Portanto, é fundamental ter um projeto convicto de que algumas decisões em seu modelo de negócio só terão implicações no futuro. Decisões de se poder parar de trabalhar, se fazer algum tipo de transição na carreira, de se ter um negócio em odontologia que demanda mais gestão do que execução.

É importante ter metas

Ter metas para se guardar uma parte do que se ganha, ou seja, guardar parte do que se ganha é dos custos fixos em sua precificação. Numa gestão de custos em um consultório, além dos custos fixos básicos como prediais e de recursos humanos que dizem respeito a operação/prestação do serviço, deve-se incluir os custos fixos pessoais, ou parte dele, e dentro deste planejamento de custos fixos pessoais, uma parte referente ao seu futuro. Muitos profissionais ainda cometem um erro grave na precificação: não colocam os custos fixos anuais de sua vida pessoal. Ou parte dele.

Quando se planeja guardar algum dinheiro uma dúvida é onde se pode fazer a melhor aplicação. Meu pensamento é que antes de achar a forma de aplicar é ter o hábito de guardar. E ter uma meta, claro.

Recentemente, uma senhora de fundos de renda fixa (aplicações muito usadas hoje), me disse que iria depositar dinheiro na poupança. Ela fez as contas e, no fim, o rendimento estava parecido. Nesse caso, a poupança dava menos trabalho (mais liquidez) para usar o dinheiro se comparado aos fundos de renda fixa. Pois o fundo de renda fixa tinha taxas melhores, mas com descontos de impostos e taxa de administração.

Unindo esta informação à Taxa Selic (taxa básica de juros da economia) que está em 6,5%,  ela está direcionando rendimentos. Durante o período de um ano o dinheiro aplicado sem risco e com liquidez renderá pouco mais que a poupança, com previsão atual para 2018 de R$ 4,55 ao ano.

Pontos importantes para avaliar

Outras aplicações de baixo risco não deverão superar 6,55%. É como se para cada R$ 1 mil aplicados no final do ano este investimento inicial rendesse algo entre R$ 45,50 e R$ 65,50. Claro que é muito melhor fazer o dinheiro crescer com taxas maiores. Afinal de contas são juros compostos, segundo Albert Einstein é “a maior invenção da humanidade, porque permite uma confiável e sistemática acumulação de riqueza”. Mas ainda tem um desafio antes: que é o hábito de guardar.

No planejamento existem pontos importantes pra você pensar em migrar para aplicações mais assertivas. Veja quais são: guardar, rentabilizar, assegurar e liquidez. Entenda a rentabilidade, ou seja, qual taxa será aplicada, quanto renderá o dinheiro. A segurança da aplicação está ligada ao risco. A liquidez é que o permite utilizar o dinheiro de forma imediata caso necessário.

Em formações e cursos de educação financeira são sugeridas algumas formas de se guardar dinheiro com pensamento em independência financeira. Basicamente a relação é baseada no prazo que se define conquistar este objetivo. Uma meta de independência financeira de 40 anos pode-se guardar de 8% a 15% do que se ganha. Se este preço for de 20 anos, o guardar deverá ser entre 14% e 20%.

Alguns investidores mais agressivos sugerem 30%. Existem momentos que se poderá guardar mais, ou menos, não importa. Mas ter uma bússola para seguir a busca da independência financeira é poderoso. Rico é quem tem tempo.

Até a próxima!

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