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O que você precisa saber sobre fotoativação

O que você precisa saber sobre fotoativação
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Para que aconteça a polimerização é necessário a fotossensibilização de um componente denominado fotoiniciador presente nos cimentos, resinas e adesivos. E a fotossensibilização por sua vez depende de 3 fatores presentes nos aparelhos fotopolimerizadores:

– Tempo de exposição;

-Intensidade de potência de luz;

-Comprimento de onda.

Mas a pergunta que não quer calar é: você avalia o seu fotopolimerizador?

Saiba que devemos avaliar constantemente a sua potência/intensidade luminosa.

Sabe como?

A medição pode ser feita com auxílio de radiômetros, que medem em mW/cm, ou seja, medem a potência. O mínimo aceitável é 400 a 450 mW. E lembre-se: com o aumento da distância da ponta ativa a intensidade efetiva de luz fica reduzida. Então, verifique que a luz esteja diretamente sob o material.

Tenha em mente também, que a proteção da ponteira do seu fotopolimerizador, em média faz com que se perca de 100 a 150mW de intensidade.

E qual é o fotoiniciador presente nos seus materiais?

Na grande maioria das vezes o fotoiniciador é representado pela canforoquinona. No entanto alguns fabricantes de cimentos, resinas compostas e adesivos estão substituindo a canforoquinona por outros fotoiniciadores.

E por que dessa substituição?

Por que a canforoquinona possui cor amarela intensa e dependendo das quantidades presentes pode levar o compósito a ter uma coloração amarelada, inclusive influenciando na estabilidade da cor a longo prazo (Ilie e Hickel, 2008).

Diante dessa situação devemos ficar atentos ao espectro de absorção do fotoiniciador. Por exemplo, da canforoquinona encontra-se no pico máximo de absorção de 465 nm (nanômetros), no entanto a utilização de outros fotoiniciadores, como BAPO, absorvem ondas na faixa ultravioleta 365 – 416 nm emitidas através dos LEDs de terceira geração.

Preocupados com a correta polimerização dos novos materiais, houve um aumento da intensidade de luz dos aparelhos. Antes denominados de 1ª geração foram substituídos por aparelhos de LED de 2ª e os de 3ª geração que emitem luz em alta intensidade como também o fazem em diferentes comprimentos de onda.

Lembre-se: o seu trabalho pode ser comprometido por uma má fotoativação! De nada adianta o melhor material de moldagem, a melhor técnica adesiva se por exemplo a fotoativação do seu adesivo, resina ou cimento não for eficiente. Fique atento, ao comprimento de onda e potência emitido pelo seu aparelho.

#DicaDaDentista:

– Consulte o fabricante do cimento, resinas e adesivos que você utiliza quanto a existência de fotoiniciadores diferentes da canforoquinona;

– Certifique-se que esteja fotoativando adequadamente seus materiais resinosos utilizando aparelhos com potência adequada pelo tempo necessário para maior conversão dos monômeros;

– Dois exemplos bastante conhecidos deste tipo de aparelho fotoativador com ampla faixa de comprimento de onda e alta intensidade de luz, são o Valo (Ultradent- 395 nm – 480 nm) e Bluephase N (Ivoclar Vivadent- amplo comprimento de onda entre 380 e 515 nm).

Um grande abraço carinhoso e até a próxima dica!

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