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O perfil facial ideal

O perfil facial ideal
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O que afinal deixa uma pessoa bonita?

Será que o perfil facial é importante para este aspecto subjetivo do que vemos nos nossos pacientes?

Apenas a Ortodontia deve se ocupar destes pacientes com este tipo de queixa estética?

Antes de tentar responder a estas perguntas, é necessário compreender a seguinte premissa: toda especialidade odontológica precisa conhecer os padrões que ditam a estética vigente, já que se sabe que a beleza tende a variar bastante entre os diferentes países e entre as diferentes culturas, raças e etnias.

Com o crescente acesso aos serviços públicos de saúde, pode-se dizer que os tratamentos orto-cirúrgicos também foram beneficiados ao terem sua oferta aumentada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O grande aumento do acesso à internet também contribuiu para que os pacientes tivessem mais informação sobre as possibilidades e explicações para suas queixas.

Vou apresentar neste artigo algumas das possíveis formas de se avaliar o perfil facial dos pacientes odontológicos e claro, de qualquer pessoa que esteja passando por perto de você na rua.

O exame de diagnóstico ou exame facial é onde o diagnóstico começa no meu consultório. É quando as características faciais se tornam identificáveis. Enquanto o paciente conversa sobre suas queixas e os motivos que o trouxeram ao meu consultório, posso avaliar as proporções faciais, assimetrias, posturas, exposição de incisivo no repouso e na fala, etc.

Uma informação importantíssima que poucos dão a devida importância: a queixa principal do paciente. Quando esse chega ao consultório com uma queixa de seu perfil facial, a fala costuma parecer como essas: “Dr. parece que tenho o perfil muito cheio. ”, “Sinto que sou dentuço. ”, “Não consigo fechar adequadamente os lábios. ”

Mas será que só é belo (ou bela) quem tem um perfil agradável?

Sabemos que a resposta para a pergunta acima é: não. Porém, a fim de facilitar a comunicação entre os profissionais, bem como dimensionar as informações diagnósticas, tentou-se, na Ortodontia, padronizar o que seria um perfil facial normal.

(Tipos de perfil facial – da esquerda para a direita: reto, côncavo e convexo.)

Tipos de perfil facial

Algumas das principais análises utilizadas hoje para avaliar o perfil dos pacientes são: a análise do perfil facial de Steiner, que avalia a proeminência dos lábios em relação a uma linha que passa pelo mento (queixo do paciente) e pelo meio do nariz e a Linha de Holdaway, que utiliza uma linha que passa pelo mento e pelo lábio superior.

(Linha de Holdaway, mostrando um perfil considerado reto e, portanto, estético.)

Linha de Holdaway

Ambas as análises têm limitações, mas são muito práticas por poderem ser facilmente aplicadas numa primeira consulta, além de facilitarem diagnósticos de possíveis padrões faciais e esqueléticos mais complexos. Por exemplo, um perfil dito convexo por Steiner pode estar relacionado a uma Classe II, dentária ou esquelética.

O conhecimento de possíveis formas de categorizar os diferentes perfis faciais deve ser amplo e o profissional deve dominar este item do diagnóstico, entretanto é preciso ter atenção às tomadas de decisão, já que outros fatores como os ângulos formados pelas estruturas do perfil facial também têm grande importância para o futuro planejamento do tratamento e do resultado estético ou antiestético que esse venha a ter.

Assim, podemos considerar o seguinte: a beleza é e continuará sendo subjetiva, mas é preciso estar atento às subjetividades de nossos pacientes; precisamos entender mais o que eles querem nos dizer, mesmo quando não o dizem por meio de palavras.

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Referências:

http://www.dentalpress.com.br/artigos/pdf/118.pdf

www.buenoodontologia.com.br

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