Ortodontia

Ortodontia: tudo o que você precisa saber antes de se especializar

Ortodontia: tudo o que você precisa saber antes de se especializar
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Este texto foi especialmente escrito para quem busca informações sobre a especialização em Ortodontia, tanto para alunos ou até mesmo profissionais da odontologia que procuram um novo espaço no mercado.

 Por que não fazer Ortodontia?

Sem dúvidas, o melhor conselho é: não escolha uma graduação ou uma pós-graduação apenas pela possibilidade de ganho financeiro. A longo prazo não é possível ser feliz sem fazer o que se gosta.

Outro ponto importante: evite comparações ou o uso de estatísticas rasas. Quando o aluno vai se formar, é muito comum observar que, entre seus colegas, muitos já escolheram a mesma especialidade que ele almeja cursar e isso pode deixá-lo com receio ou com medo de não ser bom o bastante para destacar-se na profissão.

Veja bem: o que vai diferenciar um bom profissional é muito mais profundo do que apenas o número de profissionais no mercado ou em determinada especialidade (e claro, para a realidade brasileira ambos os números são absurdamente grandes). Primeiramente, para ser bom em algo é preciso muita prática, horas e mais horas de dedicação!

Caso queira olhar algumas rápidas estatísticas, pesquise no site do CFO ou do CRO de sua região para saber quantos profissionais e especialistas existem. Por exemplo, no Estado do Espírito Santo temos atualmente 5359 dentistas em exercício (dados extraídos do site do CRO-ES no dia 06/07/2017). E o que essa informação numérica quer realmente dizer para sua escolha e sucesso profissional? Pouca coisa ou quase nada.

Por que fazer ortodontia?

Acho bem pouco provável que meu texto seja isento de vieses ao falar sobre a Ortodontia, mas vamos lá!

Acho que todo profissional (de qualquer profissão) deveria sim se especializar ou fazer algo semelhante a uma residência logo que sai da graduação. Por qual motivo? Simples, acredito que não seja possível sair um ótimo profissional apenas com o conteúdo aprendido durante poucos meses de graduação, que geralmente versam sobre muitas disciplinas complementares, mas diferentes.

Quer outro motivo? Em um mercado altamente competitivo, o mínimo que se espera de um profissional que quer diferenciar-se é a educação continuada.

Um outro motivo que considero positivo para a sociedade e para os futuros especialistas em Ortodontia é a crescente busca pela melhor estética facial e do sorriso, fato que aumenta a procura dos pacientes pelo alinhamento dos dentes, tratamento de deformidades e anormalidades faciais.

Vamos a uma dica importantíssima!

Caso o seu curso não ofereça a oportunidade de estágio em alguma clínica ou consultório particular (local onde você poderá acompanhar o dia a dia de um especialista em Ortodontia), busque mesmo assim por essa experiência. Para mim, foi um diferencial na escolha da especialidade.

Como fazer ortodontia?

Este é o último e o mais importante tópico desse artigo!

Alguns alunos de graduação me perguntam qual curso costumo indicar para que eles possam tornar-se especialistas. Minhas respostas são muito sinceras e personalizadas, pois acredito que cursos que trabalham em regime de residência não são para todos os indivíduos.

Muitos alunos precisam e gostariam de trabalhar para auxiliar seus responsáveis, familiares, entre outros, durante o período de especialização. Sendo assim, apenas o curso de especialização que trabalha com a carga horária distribuída em módulos (quinzenais ou mensais) parece ser a única opção possível para uma grande maioria.

Dentro desta realidade, o que se espera é que o curso obedeça alguns princípios considerados de alta relevância na formação do especialista em Ortodontia (Brandão, 2009):

  • O curso deve oferecer uma formação consistente, que una o pensamento crítico, o conhecimento e o treinamento, visando o melhor discernimento profissional;
  • Deve incentivar a construção do planejamento ortodôntico a partir de técnicas consistentes, que demandam grande controle do fio e dos acessórios ortodônticos (Edgewise, Arco Segmentado, etc.);
  • O curso deve promover uma formação longa e completa para o aluno dominar uma técnica, mas não ser refém dela;
  • É imprescindível que o curso tenha pelo menos 2000 horas de aula para promover o mínimo necessário à formação do futuro Ortodontista.

Assim, pode-se perceber que não parece ser uma escolha fácil, mas acredito que seja bem possível. Basta ter paciência, pesquisar muito sobre o curso que deseja fazer e sobre os seus professores.

Fica aqui também como informação: no Brasil existe uma associação que preza pela qualidade da Ortodontia praticada no país, chama-se Associação Brasileira de Ortodontia (ABOR), com seções em cada Estado. Caso precise de indicação profissional ou mesmo informação sobre a especialidade, busque o contato: https://abor.org.br/

Referências:

http://www.scielo.br/pdf/dpress/v14n6/a04v14n6.pdf

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