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Pacientes com hipertensão arterial: o que fazer?

Pacientes com hipertensão arterial: o que fazer?
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Pesquisas recentes nos mostram dados alarmantes para a grande quantidade de hipertensos no Brasil, principalmente após os 60 anos de idade. Uma doença silenciosa que aumenta relativamente as chances de infarto e acidente vascular cerebral. A Hipertensão não vem estampada na cara dos nossos pacientes. Por isso, a anamnese odontológica é de extrema importância. Mesmo porque ainda existem muitas pessoas que são portadoras da Hipertensão Arterial e não sabem disso. Se depender de uma boa anamnese e exames complementares, o paciente pode descobrir a Hipertensão no Dentista.

Um equipamento que todo dentista deveria ter no consultório é o monitor de pressão arterial. Um aparelho facilmente encontrado e de uso rápido, ali mesmo na cadeira odontológica, antes das consultas. Por mais que muita gente diga que os monitores portáteis não são tão precisos quanto um esfigmomanômetro de coluna de mercúrio, eles servem bem para o controle do paciente hipertenso no consultório odontológico.

Analisando algumas publicações, podemos pensar da seguinte maneira quando tivermos valores da medida da pressão arterial em mãos:

  • Até 159/99 mmHg todos procedimentos podem ser realizados.
  • Acima de 180/110 mmHg melhor evitar atendimentos cruentos e demorados, além de referenciar o paciente para um atendimento médico.
  • De 160/100 até 180/110 cada dentista pode decidir sobre como realizar o atendimento ou se for alguma cirurgia eletiva, às vezes é melhor remarcar. Sempre anote os valores aferidos na ficha clínica do paciente.

Sabemos que os pacientes portadores de Hipertensão Arterial precisam de cuidados especiais, mesmo os controlados. Faça consultas mais curtas e preste atenção se o paciente está com hiperplasias gengivais ou com diminuição do fluxo salivar (xerostomia). Alguns medicamentos para controle da pressão arterial apresentam estes efeitos colaterais bucais indesejados. A indicação geral é que se faça a aferição da pressão arterial de paciente hipertensos antes de todas as consultas, porém, cada dentista pode estabelecer o seu protocolo de atendimento dentro de sua clínica.

Quanto ao uso de anestésicos locais, melhor evitar a Articaína. Os anestésicos de eleição são a Lidocaína com Epinefrina 1:100.000, até 3 tubetes ou ainda Prilocaína com Felipressina, até 5 tubetes. Perceba que são pequenos cuidados que fazem toda diferença.

Uma dica interessante, dada por um professor da Especialização em Periodontia, é usar adesivos circulares coloridos nas fichas dos pacientes (se fosse ainda usada as fichas de papel) como sistema classificador. Cada cor representa uma doença sistêmica importante como Hipertensão, Diabetes, Bronquite ou problemas pulmonares, paciente renal crônico e etc. Assim, quando você pegar a ficha, você bate o olho na cor e já se prepara para o tipo de atendimento a ser realizado.

Nossa diferenciação é percebida pelos nossos pacientes. Isso nos torna melhores profissionais e traz mais segurança aos nossos procedimentos do dia a dia.

Um Abraço.

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