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Trauma Dental: classificações e indicações de condutas

Trauma Dental: classificações e indicações de condutas
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O trauma dental é muito frequente na clínica odontológica. Crianças e adolescentes são os principais envolvidos nessas situações, que podem ser desde simples fraturas em esmalte até grandes fraturas de osso alveolar. Além disso, o trauma pode não quebrar o dente em nenhum lugar e mesmo assim trazer problemas futuros, como o escurecimento dental por necrose pulpar.

Prognóstico

Para obter um melhor prognóstico nos casos de trauma e avulsão dependemos do tempo, que poucas vezes está ao nosso alcance.

Quanto mais rápido os pacientes chegarem aos nossos consultórios, maior as chances de um tratamento mais conservador. Nessas horas, a comunicação é tudo. Dar apoio e orientações aos pacientes que ligam no consultório logo após o trauma é fundamental.

Claro que o mais importante de tudo é o diagnóstico. Paciente com histórico de trauma deve ser radiografado assim que possível. Sugiro como protocolo, fotografar também o dente traumatizado logo que o paciente chegar. A tabela a seguir pode ajudar bastante na hora de atender um paciente que acabou de sofrer um trauma dental:

Histórico do trauma dental

A tabela serve como resumo e guia de conduta. Porém, não podemos deixar de avaliar o histórico do trauma e do paciente, sua idade, verificar o tamanho da câmara pulpar, se o dente está com a rizogênese finalizada e se existem problemas periodontais na região.

Também precisa analisar os tecidos moles em volta da fratura procurando por fragmentos dentários ou outros corpos estranhos.

Independente do caso, um trauma merece terapia medicamentosa. Escolher os remédios para cada paciente, sempre checando a anamnese em busca de alergias. Bochechos com Digluconato de Clorexidina a 0,12% também são bem-vindos, já que precisamos de ausência de placa bacteriana para uma melhor cicatrização da região.

No caso de luxação ou avulsão dental, também existem recomendações que podemos seguir para uma abordagem mais conservadora possível, trabalhando no sentido da manutenção do dente em boca. Veja a tabela a seguir:

Sobre a avulsão dental é impreterível orientar o paciente com detalhes sobre pegar o dente pela coroa dental. E não pela raiz, guardá-lo em soro, saliva ou leite gelado e correr para o dentista tentar o reimplante.

Ah, mas hoje em dia basta colocar um implante no lugar desse dente!

Na verdade, esses casos são frequentes em crianças e adolescentes numa idade que ainda não há indicação de implantes dentários. Por isso, é muito válido tentar reimplantar o dente para que o paciente não fique “banguela”. Principalmente em uma idade muito importante de desenvolvimento físico e psicológico.

Um abraço!

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