Dentística e Estética

Uma nova modalidade estética para lentes de contato

Uma nova modalidade estética para lentes de contato
Compartilhar | Comentar

Vamos entender a terminologia?

Facetas: sua espessura varia entre 0,5mm à 1,0mm. Pode ser realizada em cerâmica ou resina para recobrir a face vestibular dos dentes, podendo ou não envolver a incisal/oclusal. Sua técnica consiste em estratificar massas de dentina e esmalte, sendo utilizada para alterar cor e forma dos dentes restaurados.

Lentes de contato: utilizada também para recobrir a face vestibular/incisal/oclusal dos dentes. No entanto, sua espessura varia de 0,2mm à 0,5mm. Normalmente é monocromática, somente com massas de esmalte, podendo criar efeitos como halos e translucidez, permitindo que a cor do remanescente seja captada. Sua função principal é devolver ou alterar a forma dos dentes restaurados.

Por que fazer?

  • Permite excelente adaptação marginal;
  • Polimento marginal;
  • Mantém a saúde periodontal;
  • Permite prova com gel try in;
  • É passível de correções;
  • Realizado em uma única sessão.

A técnica direta-indireta da confecção das lentes de contato em resina composta consiste em primeiramente fabricá-las dentro da boca e, após essa etapa, seguir com acabamento e polimento fora da boca. A partir disso, volta-se para a cavidade oral no momento da cimentação, realizado com cimentos resinosos ou resinas termicamente modificadas.

O primeiro passo para dar início às lentes de contato:

O uso do fio afastador é essencial para copiar o término cervical, permitindo uma adaptação sem falhas da restauração. Na sequência, realiza-se a colocação da resina na face vestibular do dente a ser modificado (na cor definida) com excesso e sobre contorno. Então, a bola de resina deve ser polimerizada para posteriormente receber o acabamento e o polimento fora da boca.

Com a peça polimerizada e o auxílio de uma cureta, a mesma deve ser removida do remanescente. Em seguida, utiliza-se a marcação da linha de término cervical com uma lapiseira e é feito o desgaste até atingir a perfeita harmonia com o conjunto gengiva-dente. Feito isso, a lente de contato deverá receber texturas, acabamento e polimento. A partir desta fase, segue-se a sequencia eleita pelo cirurgião dentista, finalizando assim a confecção das peças.

Segunda etapa: cimentação.

Uma das vantagens dessa técnica é que ela permite a prova do cimento. Ou seja, possibilita que o profissional analise aquela que se adapta melhor ao remanescente e ao gosto do paciente. Para esta etapa, o cirurgião dentista conta com a ajuda de géis try in, facilitando a visualização do resultado. Porém, vale reforçar, visualização que permanece ainda em estágio de teste.

A partir do momento em que aprovado pelo paciente, é necessário que o profissional faça o preparo dessas peças e do remanescente dental. Neste caso, é de extrema importância que o cirurgião dentista siga a sequência de condicionamento ácido e adesivo. Vale reforçar ainda que, nas peças, o ácido fluorídrico é aplicado, depois a aplicação do silano e sistema adesivo convencional.

Com o intuito de facilitar a remoção de excessos, a cimentação deve ser realizada com isolamento absoluto. Além disso, manter os dentes sem fluido gengival e saliva, facilitará a manipulação durante todo o processo. Esta, pode ser feita com cimentos resinosos ou com resina termicamente modificada. Porém, utilizando cimento, os géis try in podem ser empregados e dar a real visualização de como ficará a cor final dessas lentes.

O remanescente vai ser preparado para receber as restaurações diretas-indiretas. Como o substrato é esmalte, o ácido fosfórico deve ser aplicado por 30 segundos. A partir desse momento, lavado e seguido pela aplicação do adesivo convencional. Essa sequência pode ser realizada de duas formas: de dois em dois elementos, para facilitar a cimentação, ou elemento por elemento. Lembrando que aqui, vale como for da preferência do operador.

A técnica do Prof. Dr. Newton Fahl

Essa técnica, criada pelo Prof Dr Newton Fahl, consegue manter a estabilidade da cor ao longo dos anos, justamente porque permite uma polimerização muito mais eficaz, realizada fora da boca. Para completar, ela ainda pode ser melhorada com auxílio de um micro-ondas para uma boa polimerização da peça (450W por 3 minutos).

Contudo, é muito importante reforçar que as restaurações diretas-indiretas também podem ser utilizadas para confecção de facetas. Neste caso, massas de dentina e esmalte devem ser empregadas, copiando detalhes naturais dos dentes e devolvendo forma e estética para os pacientes.

Resultado final

Se todas as etapas forem seguidas à risca, o resultado final fica excelente e os dentes não sofrerão desgaste algum para receber estes elementos. A técnica é passível de correções e poderá ser refeita sem qualquer dano ao remanescente dental, que permanecerá hígido.

 

Gostou do artigo e quer receber mais conteúdo como esse na sua caixa de entrada? Coloque seu email aqui embaixo que do resto a gente cuida.