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Você está vendo o seu paciente como um todo?

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“Saúde começa pela boca!”, quem nunca ouviu isso?

Há algum tempo, um relatório da NHS (National Health Service England, uma espécie de SUS da Inglaterra) sugeriu que cirurgiões-dentistas devem dar aos pacientes conselhos sobre como comer de forma mais saudável ou como reduzir o álcool e o tabagismo enquanto eles estão realizando uma consulta odontológica.

Dentistas podem ajudar na redução da obesidade e da diabetes, diz estudo

As conclusões sugerem que os esforços de cirurgiões-dentistas e demais profissionais da saúde bucal neste sentido são capazes de melhorar a saúde da sociedade de maneira exponencial e resultar na redução de índices de obesidade e diabetes.

Acredita-se que quando um paciente procura o cirurgião-dentista para um check-up, ou mesmo um tratamento, ele possui o intuito de manter ou restabelecer sua saúde e, portanto, está “perfeitamente posicionado” para absorver dicas sobre como viver de forma mais saudável.

O estudo, feito na Inglaterra em 2015, descobriu que as pessoas menos favorecidas eram duas vezes mais propensas a serem internadas no hospital para o trabalho dentário do que as que tinham um padrão de vida melhor. Henrik Overgaard-Nielsen, presidente da consultoria odontológica da British Dental Association, afirmou: “Estas divisões entre norte e sul, ricas e pobres, expõem o mito do acesso universal à odontologia do NHS”.

Na época, um porta-voz do Departamento de Saúde declarou: “Melhorar a saúde bucal, particularmente nas crianças, é uma prioridade fundamental para este governo e queremos que todos possam acessar um dentista onde quer que estejam”.

Integração médico-dentista-paciente é fundamental

Trazendo isso para a nossa realidade, fica evidente que quanto maior a integração médico-dentista-paciente, aliada a uma boa anamnese e a um tratamento que considere o paciente como um todo, mais significativa será a melhora dos níveis de saúde da população.

Essa mudança deve acontecer no âmbito público e particular e os resultados serão obtidos a longo prazo. Podemos começar com dicas durante o atendimento, ou até mesmo ações educativas voltadas para cada público-alvo, de forma eficiente e interativa para termos mais adesão.

Seguem algumas dicas para complementar o atendimento nesse sentido:

– Conheça os hábitos alimentares do seu paciente;

– Converse com ele sobre seus hobbies e de que maneira isso pode influenciar positiva e negativamente em sua saúde;

– Procure instruí-lo sobre o impacto positivo que bons hábitos causam em sua saúde.

Fonte: The Telegraph (matéria traduzida do inglês).

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