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Você se preocupa com o diagnóstico na prática odontológica?

Você se preocupa com o diagnóstico na prática odontológica?
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A pergunta do título parece ter uma resposta óbvia, porém, pare alguns minutos para fazer uma reflexão. Lembre-se da sua última consulta de avaliação, quando um paciente totalmente novo entrou na sua sala de atendimento. Você teve tempo para fazer essa consulta com um bom diagnóstico, ou ela foi uma grande correria de 15 a 20 minutos?

Você consegue efetivamente conversar e ouvir o paciente?

“É endo. É perio. É prótese. É restauração. ” Isso não tem nada a ver com fazer diagnóstico. Esse ato nada mais é do que uma mera automatização que a correria da atividade clínica pode impor aos profissionais. Diagnóstico é quase que uma arte. Ele depende de vários fatores e elementos, como sintomas relatados pelos pacientes, sinais observados pelo cirurgião-dentista, histórico do paciente, exame físico, exame clínico, anamnese, entre outros. Muitas vezes, para um bom diagnóstico é necessário realizar exames complementares como radiografias, tomografias e uma segunda consulta de conversa e planejamento.

Dar nome ao problema

 Diagnóstico é o momento de identificar o problema que o paciente traz ao consultório para ser resolvido. Ele dará origem ao plano de tratamento e o planejamento do caso será baseado na identificação que o profissional de saúde deu para aquele problema. Trocando em miúdos, não há nada mais importante do que o diagnóstico correto. Ele orienta cada ação do dentista até o fim do tratamento e tem total relação com o resultado final do tratamento proposto.

Detalhe? Não

 Parece um detalhe, mas não é. Pulpite irreversível, fratura radicular, periodontite crônica com grande perda de inserção. O diagnóstico deve ser explicado aos pacientes e escrito na ficha clínica. Entrar no automático e aceitar fazer consultas rápidas de avaliação é dar um passo na direção contrária de qualidade e da diferenciação. Por isso a nossa constante “briga” com os tais “orçamentos grátis” e a concordância de muitos profissionais ao aceitarem condições ruins de trabalho quando fecham contratos com algumas empresas de convênios odontológicos.

O tempo

 O elemento mais importante de todos nessa dinâmica é um dos nossos bens mais preciosos: o tempo. E como na hora do diagnóstico o dentista estará colocando em prática todo seu conhecimento e experiência, esse tempo precisa ter um custo.

Sem diagnóstico não há prognóstico. Outro conceito, às vezes, deixado de lado. O prognóstico é a bola de cristal do profissional de saúde e é o mais próximo que chegamos de prever o futuro, vislumbrar o desenvolvimento de uma doença ao colocar em prática todo nosso estudo.

Vale mesmo a pena deixar esse dente com mobilidade grau I mais tempo na boca? Que tipo de abordagem vai ser mais duradoura para este ou aquele paciente? Se eu fizer uma prótese em cerâmica, será que ela não vai fraturar, sabendo que o paciente possui esse tipo de mordida?

Outro problema da falta de tempo para um bom diagnóstico é deixar problemas bucais passarem despercebidos. Não olhe apenas para um dente ou região, olhe o todo. A oclusão, a mordida, a língua, os lábios, a respiração, a gengiva, o nariz, a postura.

Olhar uma radiografia panorâmica e tirar todas conclusões baseadas apenas nesse exame não é diagnóstico. Repasse ao paciente tudo que ele precisa fazer na boca, mesmo que ele depois decida por realizar apenas partes do proposto. Cobre consulta e deixe de ser um reles “tapador de buracos”.

Um abraço!

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