5 dicas para usar a Radiologia ao seu favor (e do seu paciente)

Os exames de imagem na Odontologia são de extrema importância para diagnóstico, elaboração de plano de tratamento e acompanhamento do caso clínico.

Já pensou o que seria dos cirurgiões dentistas sem a radiologia odontológica?

A possibilidade de diagnósticos mais precisos – que o advento dos exames de imagem trouxe – mudou radicalmente os rumos da Odontologia

Não é à toa que o Dia do Radiologista foi registrado no dia 8 de novembro, que Röntgen produziu a radiação eletromagnética que hoje chamamos de raios X!

Por isso, neste artigo, vamos abordar a importância da radiologia na Odontologia e a transição do modelo tradicional para a radiografia odontológica digital , além de estratégias para elevar a precisão do diagnóstico.

Radiologia Odontológica

A radiologia na Odontologia é um conjunto de técnicas de aquisição e interpretação de imagens que utilizam radiação ionizante para avaliação das estruturas ósseas e dentárias.

Os exames mais utilizados na prática clínica estão:

  • Radiografia periapical;
  • Radiografia interproximal;
  • Radiografia oclusal;
  • Radiografia panorâmica;
  • Tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT).

É importante lembrar que a radiografia na Odontologia é somente um auxílio no diagnóstico, como qualquer exame de imagem.

Além disso, a conclusão de um diagnóstico se baseia em uma série de informações, coletadas desde a anamnese até uma possível biópsia, por isso quase nunca é possível afirmar o que a pessoa tem apenas olhando uma radiografia.

O que é radiação ionizante?

“Radiação ionizante é toda forma de radiação que carrega energia suficiente para arrancar os elétrons dos átomos. Ela pode ser produzida de forma natural ou artificial, bem como pode ter natureza eletromagnética ou corpuscular, ou seja, ser formada por partículas como elétrons, núcleos atômicos etc.”

Importante: Não tenha medo da radiação ionizante:

  • A  radiologia odontológica utiliza doses baixíssimas de radiação na obtenção de imagens, principalmente hoje, em que praticamente tudo é digital;
  • As doses são bem menores se comparadas à radiologia convencional, que também é segura;
  • Respeitado o princípio ALARA (As Low As Reasonably Achievable, em tradução livre, doses de radiação “tão baixas quanto razoavelmente necessário”), não há riscos para o paciente;
  • Exemplo, seria preciso fazer 100 mil (!) radiografias periapicais ou 68 panorâmicas por dia, no mesmo ano, pra aumentar o risco de se ter um câncer.
  • Se há indicação de exame radiográfico, o benefício é infinitamente maior que o custo biológico.

Dica clínica:

  • Existem vários tipos de radiografias – assim como outros exames de imagem que se utilizam dos raios X, como a tomografia cone beam –, e cada técnica tem sua indicação;
  • Cáries são mais bem visualizadas em radiografias interproximais e periapicais;
  • Agenesias são facilmente detectáveis em uma radiografia panorâmica;
  • Para avaliar a condição periodontal do paciente, nada melhor do que um levantamento periapical em conjunto com a panorâmica;
  • Para planejamento cirúrgico de implante dentário, além da radiografia odontológica panorâmica, é importante solicitar a tomografia.

Radiografia odontológica digital

Por causa da digitalização da imagem, a radiologia odontológica passou a oferecer diversos benefícios:

  • Imagens instantâneas;
  • Melhor resolução;
  • Possibilidade de ajustes de contraste e brilho;
  • Menor exposição à radiação;
  • Integração direta com softwares de gestão e planejamento;
  • Arquivamento digital, sem deteriorar a imagem com o passar do tempo.

Além de elevar o padrão diagnóstico, a radiologia odontológica digital modificou o fluxo clínico: reduziu o tempo de espera, aumentou a previsibilidade e contribuiu para maior compreensão do paciente sobre seu próprio tratamento.

Dica clínica:

  • A Tomografia é um exame 3D, não 2D;
  • Quando se faz uma tomografia, obtém-se um volume da área irradiada;
  • É como ter um modelo do crânio do paciente nas mãos, podendo olhar pelo ângulo que você quiser;
  • Assim como na radiografia digital, a tomografia digital odontológica permite usarmos os viewers, softwares que servem pra visualizar a tomografia em 3 dimensões, sem a necessidade do exame impresso.

A radiologia digital transformou o diagnóstico odontológico, proporcionando maior precisão, menos radiação e maior agilidade clínica.

Qual a diferença entre a radiografia odontológica convencional e a radiografia odontológica digital?

Na radiografia convencional, o filme radiográfico capta a imagem e precisa ser revelado por meio de soluções químicas.

Já no modelo digital, a imagem é capturada por sensores eletrônicos (CCD, CMOS) ou placas de fósforo (PSP), que convertem a radiação em sinal digital processado por software, formando a imagem.

Além disso, a qualidade de imagem, tanto em radiografias como em tomografias, facilita a identificação de:

  • Microfraturas óssea e de raiz;
  • Alterações periapicais iniciais;
  • Reabsorção radicular e óssea inicial;
  • Avaliação tridimensional para implantes.

Integração com fluxo digital na Odontologia:

É possível integrar as imagens digitais ao fluxo digitail, incluindo:

  • Escaneamento intraoral;
  • Planejamento cirúrgico;
  • Planejamento ortodôntico digital.

Essas possibilidades, em conjunto com a impressão 3D odontológica, impactam na segurança do paciente e na previsibilidade do caso clínico.

Importante:

  • Exames digitais não precisam ser impressos, eles podem ser visualizados em monitores, tablets e até no celular;
  • A qualidade de imagem é possível inclusive na ampliação, devido à alta resolução;
  • A impressão aumenta o custo dos exames, gerando lixo que leva mais de 100 anos pra se decompor na natureza, além da demanda de espaço para o arquivamento das radiografias.

5 dicas sobre radiologia odontológica

Para otimizar o diagnóstico, plano de tratamento e fluxo de trabalho, elaboramos 5 dicas para otimizar a aplicabilidade dos exames de imagem no dia a dia do consultório odontológico:

Dica 1: Invista em tecnologia digital para agilidade e precisão

  • A atualização para sistemas digitais é um investimento que impacta na experiência do paciente e do planejamento clínico;
  • Redução do tempo de aquisição da imagem;
  • Permite melhor visualização das estruturas;
  • Compartilhamento rápido com outros profissionais.

O ganho clínico se traduz em segurança, menor retrabalho e maior previsibilidade do caso clínico.

Dica 2: Priorize a biossegurança e a proteção radiológica

  • Mesmo com a redução da dose de radiação nos sistemas digitais, os princípios de radioproteção permanecem obrigatórios;
  • A prática deve estar alinhada ao princípio ALARA (As Low As Reasonably Achievable), garantindo que a exposição seja a menor possível dentro das necessidades diagnósticas;
  • A radiografia digital eliminou a etapa de revelação da imagem, diminuindo o risco de contaminação cruzada.

É importante lembrar que a biossegurança odontológica também envolve a proteção higienização de sensores com barreiras descartáveis e todos os protocolos preconizados pela ANVISA para promover a segurança do paciente e do profissional.

Dica 3: Utilize softwares de gestão de imagem para educação do paciente

Ao exibir a imagem em tela ampliada para o paciente, é possível:

  • Demonstrar lesões de forma visual;
  • Explicar a necessidade do tratamento;
  • Justificar condutas preventivas;
  • Aumentar a adesão ao tratamento odontológico;
  • Comparar antes e depois.

Portanto, a imagem digital é ferramenta de captação, educação e fidelização de pacientes.

Dica 4: Integre a radiologia ao planejamento de reabilitações complexas

A integração entre radiografia digital, tomografia digital e softwares de planejamento permite:

  • Avaliação tridimensional;
  • Facilita a identificação de estruturas anatômicas críticas;
  • Planejamento virtual de cirurgias;
  • Confecção de guias cirúrgicos;
  • Segurança dos procedimentos;
  • Previsibilidade cirúrgica e protética.

O fluxo digital na Odontologia reduz margens de erro e melhora a comunicação entre paciente, dentista e laboratório e laboratório de prótese.

Dica 5: Mantenha sua equipe treinada para a interpretação de laudos

  • O treinamento da equipe impacta na qualidade da aquisição da imagem;
  • A interpretação adequada dos exames requer formação contínua, atualização científica e qualificação da equipe;
  • Mesmo em clínicas que contam com radiologistas parceiros, o dentista deve dominar a interpretação básica das imagens.

Além disso, as discussões de casos clínicos são fundamentais para facilitar a comunicação e promover a padronização de protocolos entre os profissionais da equipe odontológica.

Conclusão

Devido ao avanço da inovação e tecnologia, a radiografia odontológica passou pela evolução do filme convencional ao sistema digital, com impacto direto no diagnóstico, planejamento e experiência do paciente.

Portanto, em um mercado cada vez mais competitivo, a excelência no diagnóstica odontológico é uma ferramenta para captação e fidelização de pacientes, promovendo a segurança e previsibilidade clínica.

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