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A era da odontologia especializada

A era da odontologia especializada
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Vivemos hoje a era da “Odontologia Especializada”. Há uma forte tendência de cada vez mais dentistas serem especialistas, seguindo o que acontece com a medicina e outras áreas da saúde. Hoje há médicos especialistas apenas em mão, em joelho ou em pé. É a especialidade dentro da especialidade. Será que essa especificidade não nos limita um pouco?

Dividir o corpo em partes cada vez menores é realmente bom para a saúde dos nossos pacientes? Será que em um futuro não muito distante as especialidades odontológicas estarão tão específicas que teremos o especialista em “Molar” ou em “Incisivos”?

A especialidade é uma ótima maneira de aprofundar conhecimentos. Em todas as profissões. O profissional que se especializa não esquece tudo que aprendeu como generalista, mas passa a praticar sua especialidade mais a fundo e se torna muito bom nisso. Por exemplo, um Periodontista dificilmente vai tratar um canal, atribuição de um Endodontista, mas ele não pode deixar de saber como diagnosticar problemas relacionados à polpa dentária. Em alguns casos, a divisão de áreas pode deixar os profissionais míopes em relação a figura geral do diagnóstico.

Saúde é uma só e o paciente é um indivíduo completo que não pode ser separado em pedaços. Muitas vezes o paciente sofre com as subdivisões da nossa área de atuação. Ainda mais para pacientes que não tem um dentista fixo e utiliza redes credenciadas de convênios. O paciente não tem obrigação de saber de onde vem sua dor de dente. Esse trâmite deve ser cada vez mais facilitado para o paciente. Ainda mais nos dias de hoje, em que ninguém tem mais tempo para cuidar de si mesmo. Ficar pulando de profissional em profissional faz com que se gaste muito tempo (trânsito, espera pela consulta, dificuldade de marcação) e dinheiro (deixar de trabalhar, preços de estacionamentos, gasolina, transporte público).

Hoje um dentista pode oferecer especialistas em todas as áreas dentro do mesmo espaço físico, sendo uma clínica completa que vai poder tratar quase que 100% dos casos que aparecem. Se isso não for possível, o dentista deve ter os contatos de colegas para cada especialidade que ele não pode oferecer. Temos que nos unir e nos integrar, inclusive com os colegas das áreas da saúde que formam uma equipe multidisciplinar para tratar alguns casos. Dentistas interagem com médicos, fonoaudiólogos, psicólogos e etc. Quanto maior for a sua rede de contatos profissionais, maior a quantidade de soluções você poderá oferecer para o seus pacientes.

O quanto não é desgastante, por exemplo, para uma pessoa que sente dores do braço procurar um médico, que o indica para um ortopedista, que o indica para um ortopedista especialista em ombro que pede exames … Procurar por tratamento vira um calvário e vai fazer com que os pacientes questionem a eficiência dos profissionais de saúde. Não devemos deixar a especialidade fechar nossos olhos para o panorama geral, para o diagnóstico correto. Nenhum profissional tem obrigação de tratar tudo, mas devemos saber diagnosticar e indicar com eficiência.

Anamnese bem realizada, com tempo, com análise, exame clínico, exame físico e exames complementares são os ingredientes para um diagnóstico mais preciso e, consequentemente, um tratamento mais eficaz. Já que o mercado está pedindo por dentistas especialistas, acredito que o melhor profissional vai ser aquele que se porta como um maestro. Um maestro de uma orquestra odontológica que entende e conhece sobres todos instrumentos, mas é especialista em tocar um instrumento em especial. Conduzindo os pacientes rumo à saúde bucal com função e estética.

Qual a sua opinião sobre o assunto? O que você, dentista, faz para oferecer um tratamento completo para seus pacientes?

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