A saúde bucal começa pela alimentação

No dia 16 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Alimentação. A data prestigia a criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO – Food and Agriculture Organization), em Québec (Canadá), no ano de 1945.

Esse dia já é reconhecido em mais de 150 países, e é considerado importante para informar e conscientizar a opinião pública quanto às questões relacionadas à nutrição e à alimentação em todo o mundo, destacando a luta contra a fome, que atinge diversas populações. Este ano tem como tema “Proteção Social e Agricultura: quebrando o ciclo da pobreza rural”, que visa definir estratégias para o que pode ser feito para diminuir seu impacto sobre as populações mais vulneráveis.

Os objetivos são gerar o incentivo a uma maior atenção à produção agrícola em todos os países, estimulando a cooperação econômica e promover o sentimento de solidariedade nacional e internacional na luta contra a fome, a desnutrição e a pobreza. No Brasil, uma alimentação de qualidade é um direito de todos, sendo assegurada por lei. Segundo a lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, art. 2º, a alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população.

Nesta data aproveitamos também para convidar os dentistas a promover a conscientização do cuidado com a alimentação em relação aos efeitos que a mesma provoca na boca: local e sistêmico. A nutrição representa o efeito sistêmico, ou seja, a absorção de nutrientes pelo organismo e está mais relacionada ao processo de formação e desenvolvimento do dente, a quantidade e qualidade do fluxo salivar e à imunidade do indivíduo do que com a doença cárie. Já em ao modo sistêmico, pode-se afirmar que representa tudo aquilo que passa pelo meio oral e que vai ser ingerido, independentemente de seu valor nutricional, tendo influência local sobre a dentição e, portanto, relacionada à doença cárie, pois funciona como substrato para as bactérias.

Uma dieta cariogênica leva à formação de biofilme (agregado de bactérias) que tem como resultado do seu metabolismo glicolítico a produção de ácido lático. Este produto bacteriano acarreta a redução do pH da saliva, ou seja, torna o meio mais ácido, levando à ocorrência de perdas minerais do dente. A cariogenicidade dos alimentos está relacionada à frequência de consumo e tempo de permanência no meio bucal, fator este influenciado pela consistência e adesividade do alimento, características anatômicas dos dentes e das arcadas, movimentos musculares e fatores salivares.
O maior vilão é a sacarose, pois favorece a colonização de micro-organismos e aumenta a viscosidade da saliva. A escolha do alimento tem papel importante na saúde bucal e é fundamental se estar atento ao consumo diário dos grupos alimentares: lácteo, proteínas, verduras e frutas, pães e cereais.

Fale com o seu paciente e aproveite esta data também para promover a boa saúde bucal através do cuidado com a alimentação.

Fonte: iSaúde Bahia, FAO

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