Acabamento e polimento em resina composta

As etapas de acabamento e polimento são de fundamental importância na longevidade das restaurações em resina composta, pois quando feitos com qualidade conferem ao material uma menor rugosidade superficial, menor acúmulo de biofilme, ausência de danos aos tecidos periodontais e dificultam o manchamento das resinas.

O que são as etapas de acabamento e polimento na restauração?

O acabamento é definido como o contorno e/ou redução da restauração, e visa à remoção grosseira do material e a obtenção da forma anatômica desejada do dente.

O polimento refere-se à redução da rugosidade e dos riscos criados pela instrumentação grosseira do acabamento, para se obter uma superfície lisa e brilhante conferindo uma aparência similar ao dente que será restaurado.

É bem frequente a negligência dessa etapa no processo restaurador, o que faz com que seja alta a incidência de restaurações mal-acabadas e polidas.

Falhas comuns de uma restauração

  • Manchamento superficial precoce;
  • Acúmulo de placa
  • Fraturas de margens;
  • Possibilidade de cárie secundária;

Essas falhas são frequentes talvez, pelo cansaço do profissional e do paciente ao final do procedimento. Além disso, pela dificuldade de acesso e visibilidade, assim como pela falta de familiaridade com instrumentos, materiais e técnicas de acabamento e polimento.

Para que executemos um correto polimento e acabamento, devemos seguir um protocolo sequencial:

Podemos iniciar utilizando lâminas de bisturi e brocas multilaminadas para retirada e diminuição de excessos grosseiros e devolver o contorno adequado.

Após essa etapa, é preciso refinarmos a restauração usando discos de polimento com diferentes granulações de corte e sequências de borrachas. As pontas abrasivas de borracha são utilizadas para o polimento das resinas e apresentam partículas abrasivas de diferentes granulometrias.

Elas auxiliam promovendo lisura superficial e consequentemente brilho que a restauração necessita. As borrachas para polimento não são indicadas para remover excessos nem gerar contornos anatômicos, já que possuem baixo poder abrasivo.

Dessa forma, para que se obtenha superfície lisa, regular e brilhante é necessário que o correto acabamento seja realizado previamente ao polimento. Promovendo assim, uma maior lisura e brilho da restauração, que objetiva tornar a superfície da resina mais semelhante possível à superfície dental.

Importante lembrar que a utilização de borrachas sequenciais deve ser associada a irrigação, evitando a queima da resina, desadaptação das margens, menor desconforto ao paciente devido ao calor gerado sem irrigação e aumento da vida útil da borracha. E deve ser explicado ao paciente que restaurações em resina composta necessitam de manutenção e repolimento periodicamente.

Todo profissional deve estar atento a essas etapas para que aumentem a longevidades de suas restaurações e para que estabeleçam uma sequência que resulte em restaurações bem adaptadas, polidas e similares a estrutura dental.

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