Como escolher o tamanho de implantes dentários

Com certeza, escolher o tamanho dos implantes que você vai utilizar em cada caso é uma tarefa que demanda algumas considerações. Claramente, os fatores preponderantes que servem de base de cálculo para escolher o melhor comprimento e a melhor largura possível, será a oferta de osso e a região em que esta reabilitação será feita. Para isso, tenha sempre em mãos todos os exames pré-operatórios, principalmente, uma tomografia computadorizada.

Na grande maioria dos casos que eu realizo, a tomografia já vem com as medidas de altura e largura indicadas na região que será operada. Gosto de passar os olhos por todos os cortes e prestar atenção também no corte anterior e no posterior da região desdentada.

Preste muita atenção para não se enganar caso as medidas venham do centro radiológico muito inclinadas. Tome cuidado com estruturas anatômicas como nervo alveolar inferior, forame mentual, seio maxilar, espinha nasal e fóvea mandibular.

Uma dica: faça suas próprias medições e não confie cegamente nas medidas padrões pré-realizadas

Logo após esse exame ósseo, vale a pena também medir com uma sonda ou especímetro o espaço interdental diretamente em boca para você poder ter uma melhor noção da largura. Pronto. Agora você sabe quanto osso tem ali para trabalhar, quais as regiões envolvidas e tem uma ideia do tipo de osso.

Neste momento você vai recorrer a tabela de medidas do fabricante de implantes dentários de sua preferência. Eu primeiro acabo escolhendo qual plataforma vou utilizar, dependendo do espaço disponível e do dente que estou reabilitando.

Escolhemos, no geral, entre as opções NP (Narrow platform – plataforma estreita), RP (regular platform – plataforma regular) ou WP (wide platform – plataforma larga). As medidas exatas podem variar de marca para marca, porém seguem um padrão próximo de NP = 3,5 mm de diâmetro, RP = 4.1 ou 4.3 mm de diâmetro e WP = 5 mm de diâmetro.

Considere também, que com o uso mais frequente dos implantes do tipo cone morse, o comprimento vai sendo diminuído. Porque, como praxe, ele deve ser instalado cerca de 1,5 mm ou mais abaixo da crista óssea. Então, o tipo de conexão também influencia na nossa escolha. Tenha isso em mente.

Em um passado recente, a escolha do comprimento do implante era mais ou menos pensando no maior possível, respeitando a quantidade de osso e estando seguramente não muito perto de estruturas anatômicas nobres, supracitadas.

Atualmente, iremos variar muito entre as medidas de 13 mm, 11,5 mm ou 10 mm e utilizar implantes curtos de 8 ou 7 mm em regiões de pouca altura óssea. Se possível podemos compensar a baixa altura com uma largura maior, aumentando a superfície de contato microscópica de osseointegração, pensando nos tratamentos de superfície dos implantes disponíveis atualmente.

Na outra perspectiva, também podemos pensar: se for usar um implante ultra curto (3.0 mm, por exemplo), compense no comprimento, caso seja possível, e selecione um mais longo.

Gostaríamos de sempre poder instalar implantes de tamanho padrão (4.3 x 10 mm ou 4.3 x 11,5 mm). Entretanto, sabemos que na vida real, a maxila e a mandíbula com regiões desdentadas quase nunca trazem condições ideais, daquelas de livro. Nem sempre as reabilitações são feitas logo após as exodontias. Muitas vezes, os pacientes acabam por decidir pelos implantes anos depois de perderem seus dentes.

Essa noção e técnica de escolher tamanhos de implantes é uma experiência que vai se acumulando com o tempo, como muitas atividades do dia a dia da odontologia. Além disso, alguns fabricantes de implante fornecem uma “régua de tamanhos de implantes” em folha transparente. Basta colocar essas réplicas sobre os exames de radiografia ou tomografia para tirar eventuais dúvidas.

Obviamente, que hoje em dia, cada vez mais, também podemos usar os meios digitais para determinar o tamanho ideal de implantes. Com um bom programa de computador, é possível vasculhar toda tomografia do seu paciente. Além disso, é possível colocar e tirar implantes virtualmente, girar, olhar de todos os ângulos e testar o que fica melhor.

Dessa forma, isso vai diminuir muito as chances de erro e vai te dar uma visão do planejamento que no fim das contas, torna nossas cirurgias bem mais eficazes e seguras.

Um Abraço.
Luiz Rodolfo

>>> Leia mais: 10 dicas para você não passar apuros com implantes dentários

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