Escritores existem?

No dia do escritor, parabenizamos a todos os nossos colunistas e escritores em geral que arranjam um tempinho em suas atribuladas agendas para se dedicar em levar mais conhecimento e informação para o mercado odontológico.

Livros vemos aos montes. Em uma livraria, biblioteca, escola, no trabalho, em qualquer lugar que seja, ao olharmos para o lado, é muito provável que topemos com um. Ao longe, muito ao longe da nossa consciência, nos damos conta que aquelas palavras prensadas no exemplar foram escritas por alguém. Um escritor.

Pode não ter sido o Dostoiévski, nem Gabriel García Marquez. É possível que o livro que você encontre, ou o que você esteja lendo, não seja de Victor Hugo, nem de outros grandessíssimos e notáveis nomes da literatura que veneramos. Essas palavras que lemos podem ser de pessoas que têm a realidade tão parecida com a nossa que chegamos a duvidar da existência deles. É muito difícil não se assustar quando se topa com um escritor. “Escritor?! Que legal! Mas o que você faz para viver?”. Bem, se a sociedade não pensasse como você, certamente, eu faria somente aquilo para viver. Contudo, a proliferação desse tipo de pensamento é tão magnânima que o escritor – não são todos. Graças a Deus!- precisam transvestir-se de outros profissionais para que possam enfrentar os costumes da sociedade e se encaixar. Síndrome de Clark Kent.

São tantos os jornalistas, publicitários, dentistas, engenheiros, advogados e uma infinidade de profissionais que escondem seu eu lírico debaixo de pesados ternos, capacetes e camisas xadrez. Esperando e procurando um momento “cabine de telefone” que pode acontecer na hora do almoço, de manhã cedo ou antes de dormir, para então e finalmente, arrancar as vestes que sufocam o verdadeiro coração de escritor que bate no peito. Um guardanapo, uma nota no celular, uns rabiscos em algum caderno velho. O parágrafo que faltava àquele conto. Ou o final que foi difícil de encontrar, mas a batalha é assim mesmo. Tudo isso para juntar e escrever quando puder. O bolso cheio de papéis, ideias na cabeça, emoção na alma e pouco tempo no relógio.

E o sentimento de amor pela escrita só faz aumentar. Chega a latejar, mas nunca a doer. O escritor corre contra o tempo, mas quando vê sua obra escrita, o tempo não consegue ser mais significativo que aquelas palavras que esquadrinharam cada milímetro do seu ser, e representam tantos outros de tantas outras pessoas. “Parabéns!”. “Você escreve muito bem!”. São coisas que fazem o escritor ter mais ânimo até pra fazer uma planilha. Então, a sensação, as ideias e a vontade batem à porta, é hora de escrever de novo. Mas aqui não. O que os outros vão pensar? Preciso de uma cabine de…digo…um tempo, um papel e uma caneta. Escritores existem. Graças a Deus.

Fonte: E Coisa e Tal

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