Harmonização Orofacial: 5 dicas para começar

Quando se fala em Harmonização Orofacial, logo surgem muitas dúvidas sobre o assunto, como por exemplo: Por onde começar? Como é feito o diagnóstico? Como é possível melhorar e otimizar o tratamento do paciente? dentre outras. Neste artigo, confira algumas dicas da Profª. Dra. Sandra Bandeira para realizar os procedimentos de Harmonização Orofacial com mais agilidade sem perder a qualidade.

No quesito Harmonização Orofacial, o principal para um tratamento de qualidade é um bom diagnóstico e uma boa análise facial. Portanto, quando se recebe uma paciente com queixa de alguma desarmonia na face, é preciso analisá-la como um todo.

Cada paciente é único e apresenta características e face igualmente únicas. Portanto, não existe uma receita pronta a seguir, apenas alguns protocolos que auxiliam na melhoria do tratamento.

Quando o paciente chega ao consultório, é necessário ouvir as suas dores e aquilo que ele deseja melhorar para então dar início à análise e diagnóstico.

E agora, por onde começar?

Com uma detalhada anamnese, parte-se para a análise facial. Etapa onde são realizadas as fotografias de todos os perfis do paciente. Lado direito, esquerdo e algumas mímicas faciais. Desse modo, por meio das fotografias e vídeos, é possível chegar ao diagnóstico correto e identificar a necessidade do paciente.

Em nossa juventude, nossa face é como uma “bexiga cheia”, ou seja, temos um rosto bem posicionado, com a estrutura óssea, muscular e compartimentos de gordura adequados. Porém, com o envelhecimento, essa “bexiga murcha”, alterando estruturalmente todo o aspecto da face. Além, é claro, dos fatores extrínsecos ligados à hábitos e cuidados. Uma face mais jovem normalmente é triangular, enquanto uma face mais velha caracteriza-se pelo vértice do triângulo mais largo.

É preciso pensar em como a face do paciente deve ser reestruturada. Por exemplo, se ela apresenta compartimentos de gordura que estão migrando, não se deve começar pelo terço inferior. Pois dessa forma, o tecido que já está caído cairá ainda mais, devido ao peso que seria adicionado. Nesse caso, indica-se começar pela reestruturação do terço médio, o qual dá a projeção adequada e o contorno facial necessário.

Sendo assim, se iniciar o tratamento com um diagnóstico preciso e com a aplicação nos pontos adequados, o resultado será positivo, tanto para você quanto para o paciente. Pois, você utilizará uma quantidade menor de preenchimento e o paciente receberá um tratamento de qualidade.

Bigode Chinês na Harmonização Orofacial

Regularmente, recebemos queixas com relação ao sulco nasolabial, popularmente conhecido como “bigode chinês”. Ele normalmente acorre por um derretimento da parte superior, que acaba se debruçando sobre a região inferior da face.

O preenchimento com ácido hialurônico somente no “bigode chinês”, não é indicado, mesmo que a princípio o paciente saia do consultório satisfeito com o resultado. A curto/médio prazo, a aplicação criará mais peso na região do sulco nasolabial, resultando em um aspecto de envelhecimento na face.

Por isso, com o diagnóstico de derretimento facial correto, deve-se reestruturar primeiro o terço médio e reposicionar os tecidos. Para então, ao final, verificar a necessidade de algum refinamento, e se necessário, um preenchimento pontual na região do “bigode chinês”.

A importância da anatomia facial

Para quem está iniciando no ramo de Harmonização Orofacial, é fundamental o domínio de anatomia. Quanto maior o domínio anatômico, mais excelência e segurança você terá nos procedimentos. É necessário entender toda a anatomia da face, pois existem estruturas complexas e variações anatômicas, além disso, a face de cada pessoa é única. Então, dominando esse conteúdo, os seus procedimentos faciais serão melhores.

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Olheiras na Harmonização Orofacial

Outra queixa comum recebida nos consultórios é com relação à região periorbital, onde encontram-se as temidas olheiras. As olheiras têm diversas causas que devem ser conhecidas e muito bem diagnosticadas, pois nem todas podem ser corrigidas com preenchimento.

Portanto, além de verificar se na olheira não há falta de estrutura ao redor da cavidade orbitária, deve-se identificar a causa dessa olheira, para então saber se o preenchimento é indicado e a quantidade de produto que deve ser utilizado.

Uma vez estabelecido o diagnóstico, e o possível tratamento, o preenchimento de olheira deve ser feito com bastante cuidado. Por ser uma região extremamente nobre, ela apresenta dificuldades de drenagem e o ácido hialurônico “puxa” muita água para a região. Também fique atento com as sobrecorreções, para que elas não resultem em bolsas na região da aplicação.

Preenchimento Labial na Harmonização Orofacial

O preenchimento labial é o queridinho do momento. Muitas pessoas desejam ter os lábios mais definidos e projetados. O que realmente faz muita diferença na face. Por isso, quando é feita uma reestruturação facial, dificilmente não se preenche a área dos lábios. É o ponto alvo de toda a harmonia da face.

Como já mencionado, cada face tem a sua individualidade, e em muitos casos o paciente já chega ao consultório com uma foto de um lábio a ser reproduzido. Entretanto, é necessário alinhar as expectativas do tratamento e educar o paciente de que ele precisa ter um planejamento individualizado para a sua face.

Para que um lábio muito fino torne-se carnudo, mas resulte num aspecto natural, as aplicações devem ser realizadas em etapas. Primeiramente, estrutura-se o lábio para depois realizar o preenchimento. Esse processo deve se repetir, com um intervalo de tempo entre as aplicações, até chegar no resultado desejado. Se os lábios se transformarem completamente de uma hora para outra, as chances de obter um aspecto sem naturalidade e em desarmonia são altas. O que não é o que buscamos com a Harmonização Orofacial.

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Sobre a especialista

Dra. Sandra Bandeira
Coordenadora Pós-Graduação de Harmonização Orofacial na UNIAVAM / SP.
Coordenadora da equipe MASTERHOFTEAM.
Especialista em Ortodontia/Invisalign Doctor.
Pós-Graduada em Estética Oral e Harmonização Orofacial, pela NYU- New York University.
Professora de Pós-Graduação e Palestrante em Congressos no Brasil e exterior. 

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