Mordida aberta e a sua relação com a chupeta

Você sabia que os cuidados com a saúde bucal infantil devem começar antes do nascimento dos primeiros dentes da criança? De acordo com a Associação Brasileira de Odontologia, o ideal é que ao completar seis meses de vida, o bebê seja levado para uma consulta com odontopediatra. A maioria dos especialistas também recomenda que a higienização em bebês que ainda não possuem dentes, seja feita pelos pais. Sendo recomendado o uso de uma gaze umedecida em soro fisiológico ou em água mineral. Além disso, ela deve ser passada em toda a região da gengiva do bebê e céu da boca, retirando quaisquer resíduos de leite.

Sobretudo, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) ressalta que pais e filhos devem aprender sobre os cuidados relacionados à saúde bucal. Inclusive, o odontopediatra é o profissional habilitado para a motivação da criança e de seus responsáveis sobre o assunto.

A importância do acompanhamento com o Odontopediatra

A odontopediatra, Alessandra Souza, explica que levar a criança em um profissional especializado no atendimento infantil é de extrema importância. O acompanhamento precoce pode prevenir possíveis traumas, além de conseguir adequar e moldar o comportamento da criança no dentista. A especialista também alerta que o profissional odontopediatra é responsável também pela parte lúdica e psicológica durante o atendimento, o que faz toda a diferença:

“Se cuidarmos da prevenção dos dentes de leite, investirmos na supervisão da escovação em casa e em consultas regulares ao profissional, certamente a criança não terá que realizar procedimentos mais invasivos. Afinal, qualquer alteração será interceptada em seu início − seja de cárie ou de problemas ósseos. Como diziam nossos avós: prevenir é melhor do que remediar!”

Sobre o hábito da chupeta

A Associação Brasileira de Odontopediatria, esclarece que a utilização de chupetas é tecnicamente tratada por hábito de sucção não nutritiva. Bem como, que é um processo natural entre os bebês.

Ao mesmo tempo, a odontopediatra Alessandra Souza, explica que este hábito de sucção também possui relação com a necessidade de satisfação afetiva e de segurança, e que também pode ser atendida com a prática do aleitamento materno.

De acordo com a ABO, o recomendado é que a chupeta seja utilizada até no máximo os 3 anos de idade. Mas, o ideal, segundo a maior parte dos especialistas, é que este hábito seja eliminado até os 2 anos.

Atualmente, é grande o índice de crianças com perfil facial com mordida aberta. Tal feito ocorre devido à utilização da chupeta por tempo prolongado. Este perfil é conhecido como ‘classe 2’ em que os dentes superiores estão mais projetados para frente, envolvidos em traumas mais graves de acometimento dos dentes anteriores:

“Quando a criança cai de boca no chão, por exemplo, como a arcada está projetada para frente, os dentes são mais acometidos. Além disso, crianças que usam chupeta de forma prolongada, normalmente também fazem uso de mamadeiras. O aleitamento prolongado sem uma escovação fluoretada eficiente, aumenta o risco de cárie”.

O portal Trocando Fraldas explica que a cárie dentária em crianças ou cárie de mamadeira, geralmente pode ser gerada. Isso acontece justamente pelo hábito do pequeno dormir tomando mamadeira. O que faz com que o açúcar presente no leite se aloje nos dentes, atuando na proliferação de bactérias.

Fonte: Agora RN / Notícias ao Minuto.