O papel do dentista na prevenção do câncer bucal

De modo geral, a cada ano, temos aproximadamente 13 milhões de novos casos de câncer no mundo e mais de 7 milhões de pessoas não resistem ao tratamento ou morrem em decorrência da não descoberta ou descoberta tardia. A doença pode se apresentar em mais de 200 maneiras diferentes, o que se torna um grande desafio para os estudiosos da área (oncologistas).

Falando especificamente da forma em que a doença se conecta a odontologia, o câncer de boca ocorre com mais frequência nos lábios inferiores, dentro da boca, na região posterior a garganta, amígdalas e glândulas salivares. A doença se apresenta com mais frequência em homens com mais de 40 anos de idade.

Não por coincidência, o percentual de fumantes no Brasil também é maior em homens (12,8%) do que em mulheres (9%). O tabagismo e alcoolismo estão claramente relacionados aos cânceres de boca e orofaringe, portanto, não fumar, nem beber reduz o risco da doença. Além disso, para os pacientes que já receberam o diagnóstico e fazem uso do cigarro e álcool, é muito importante lembrar que isso faz com que o tratamento se torne menos eficaz.

Este tumor possui uma taxa de certa maneira muito baixa de sobrevivência: 50%. Isso se deve ao fato de que os sintomas não são reconhecidos com facilidade e o diagnóstico na maioria das vezes é tardio. Dependendo da situação em que se encontra o estágio da doença, será necessário que o paciente realize cirurgias, radioterapia e quimioterapia.

No caso da aparição da doença, é de extrema importância que o diagnóstico seja o mais precoce possível. Para isso, o paciente deve realizar um autoexame, pelo menos, duas vezes ao ano, ter bons hábitos de higiene bucal e ir ao dentista, no mínimo, 1 vez a cada 6 meses.

Você, cirurgião-dentista, também pode orientar seus pacientes sobre a forma correta para realizar o autoexame, além de pedir que ele observe se houver alguma mudança incomum relacionada a isso. Confira abaixo algumas dicas:

– O exame deve ser realizado em um local bem iluminado e diante do espelho bem próximo do rosto.

– No caso de o paciente utilizar dentaduras ou próteses parciais removíveis, ele deverá retirá-las para realizar o exame.

– Observar se possui feridas com dificuldade de cicatrização (sintoma mais comum).

– Observar se possui nódulos ou caroços persistentes na boca ou pescoço, espessamento na bochecha, áreas avermelhadas nas gengivas, língua ou amígdala.

– Observar no dia a dia se possui irritação, inchaço ou dor na garganta, dificuldade ou dor para mastigar ou mover a mandíbula ou a língua.

– Observar se possui mau hálito persistente e mudanças na voz ou respiração.

– Verificar se o paciente se queixa de dor na boca persistente (sintoma muito comum, porém, em fases mais avançadas da doença).

Ao notar que o paciente menciona situações como esta na consulta, o profissional da odontologia também fará sua análise checando se boca e garganta apresentam alguma anormalidade, caroços ou problemas neste sentido. Caso identifique ao “suspeito” o profissional poderá complementar sua análise com raios-x, ressonâncias e endoscopias. Além disso, atualmente, a odontologia também conta com equipamentos de alta tecnologia que auxiliam na identificação do câncer bucal.

Aqui na Dental Cremer, você encontra o Evince da MMO. Ele é um evidenciador clínico não invasivo e consiste em um conjunto óptico com fonte de luz LED ultravioleta. Seu objetivo é reconhecer lesões e contaminações bucais via fluorescência óptica em tempo real. Por este motivo, ele auxilia no diagnóstico de câncer bucal, diagnóstico microtrincas, na verificação da condição de higiene bucal em usuários de aparelhos ortodônticos, língua saburosa e queratose actinica.  Com o Evince sua avaliação e diagnóstico tornam-se extremamente rápida e precisa.

Seu papel é muito importante no combate ao câncer bucal. Mantenha-se atualizado sobre novas técnicas, produtos e equipamentos úteis, além de sempre estar atento aos sinais que o paciente pode apresentar.

 

Fonte: INCA, Oncoguia, Bem estar

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