Odontogeriatria

Odontogeriatria: a odontologia para a terceira idade

Odontogeriatria: a odontologia para a terceira idade
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O número de idosos no Brasil cresceu muito nos últimos anos. Assim, estima-se que o Brasil tenha 30 milhões idosos e esse número cresce a cada dia. Diante desse fato, surgem diversas áreas que necessitam de orientação para atendê-los, desde as mais simples, como atividades de lazer, transporte adaptado, atendimento prioritário, entre outros; e os mais específicos, como o tratamento odontológico voltado para idosos, a Odontogeriatria.

Os idosos têm necessidades e cuidados específicos durante um tratamento odontológico, portanto o profissional deve estar apto para atendê-los com excelência. Dessa forma, o profissional deve considerar as diferenças fisiológicas, patológicas e psicológicas decorrentes do envelhecimento com o objetivo de realizar um tratamento menos invasivo, tornando a recuperação mais simples e rápida.

Alguns dos desafios encontrados pelo odontogeriatra

Como dito anteriormente, pacientes idosos demandam cuidados especiais. Cerca de 73% dos brasileiros acima de 60 anos apresentam doenças sistêmicas como Hipertensão Arterial ou Diabetes. O dentista precisa ficar de olho para os problemas bucais que o não controle dessas doenças pode apresentar. Além disso, devido a diminuição da produção de saliva, em decorrência da utilização contínua de medicamentos, pode vai causar problemas nos tecidos bucais como por exemplo a presença de aftas ou mucosites e desmineralização dos dentes. Entretanto, esses não são os únicos desafios do odontogeriatra. O profissional também poderá encontrar:

– Mucosas mais finas e sensíveis, sujeitas a traumas e lesões durante o tratamento;

– Dentes mais escuros e sensíveis devido ao acúmulo de minerais e desgaste natural dos tecidos;

– Retração gengival devido a traumas por problemas oclusais, perdas e movimentações dentárias, má higiene oral e escovação traumática.

Casos mais comuns em consultas

Diante dos desafios encontrados, temos os casos mais comuns encontrados nestes pacientes. A substituição de dentes ausentes bem como a substituição de tratamentos antigos são os procedimentos mais comuns. Nessa situação, os pacientes costumam optar por próteses totais ou parciais móveis ou sobre implantes. Além disso, existe uma grande procura para tratamento de doença periodontal como gengivite, periodontite e/ou retração gengival.

Diante disso, o odontogeriatra precisa ter um consultório adequado para receber os idosos, visto que as suas condições físicas são limitadas. Portanto, é importante optar por cadeiras confortáveis com bastante mobilidade, espaço para passagem de cadeirantes e ainda, evitar escadas íngremes para os acessos do consultório.

O relacionamento com a família do paciente é fundamental durante o tratamento, visto que essas pessoas irão compartilhar as informações do paciente e orientá-lo a seguir as recomendações durante o tratamento.

Dicas para serem compartilhadas

Para os pacientes que usam próteses totais ou parciais, a higienização e manutenção são muito importantes, certo? Para que o paciente consiga realizar este cuidado em casa, é importante que o profissional deixe bem claro quais são os passos necessários. Em síntese, os cuidados são:

Enxaguar bem a prótese para remover resíduos;

Escovar a prótese com uma escova DURA, fora da boca – usar a pia e não fazer isso no banho e sabão neutro – sim, sabão neutro – pois a utilização de creme dental pode danificar o material;

– Para finalizar, uma escovação apenas da língua utilizando escova ou limpador específico.

– E ao guardar a prótese o ideal é manter ela em um recipiente com uma solução para limpeza ou com água limpa e pura.

Com uma saúde bucal adequada durante a vida, é fácil de manter dentes, gengivas e ossos saudáveis.

Restaurações em odontogeriatria

Como nós sabemos, a maneira mais rápida e prática para especificar uma cor de dente é através da Escala Vita. Nessa escala é possível encontrar todas as tonalidades de cor dos dentes: tons A – Vermelho-acastanhada, tons B – Amarelo-avermelhado, tons C – Acinzentado, tons D – Cinza-avermelhado e tons BL – Dentes clareados.

Nos idosos, as cores mais comum são de Tons C (acinzentado), pois tem relação com a presença de minerais no dente e/ou de restaurações antigas. Na Odontogeriatria, podemos utilizar as resinas que tem cores dentro dos tons C (C1, C2, C3 e C4). Os produtos que possuem essa escala são:

Fontes: O Globo; APS; Doutor Fernando Reis; Sorrisologia.

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