Planejamento estético em Ortodontia

E aí? Tudo bem com você? Hoje o meu artigo vem trazer à tona um tema muito importante para o ortodontista clínico e para o profissional da odontologia que quer se aperfeiçoar mais em seus planejamentos odontológicos: o planejamento estético em Ortodontia.

Seria muito bom se todos os cirurgiões-dentistas pudessem “falar a mesma língua” quando falamos de estética, não é verdade? Contudo, a literatura tem alguns artigos que já considero como clássicos e que serão a base deste post.

Corroborando com essa ideia, Câmara (2006) comenta em seu artigo:

“Seria interessante que todas as especialidades odontológicas envolvidas com a Odontologia Estética utilizassem parâmetros estéticos dentários e faciais que fossem comuns a todos os profissionais. Considerando que essa tarefa só poderá ser exercida quando as especialidades puderem contar com análises estéticas simplificadas que sejam do entendimento de todos, esse trabalho propõe-se a apresentar os Diagramas de Referências Estéticas Dentárias e Faciais”.

Neste artigo de quase 15 anos atrás, esse autor nos apresenta seus diagramas que têm o objetivo de ampliar a visão de diagnóstico estético de todo o complexo dentofacial, oferecendo uma perspectiva dos aspectos dentários, bucais e faciais que poderiam ser influenciados pela integração entre a Ortodontia e as outras especialidades odontológicas.

O primeiro diagrama é o Diagrama de Referências Estéticas Dentárias (DRED) que define o que deverá ser criado ou alcançado com os dentes ântero-superiores (Figura 1).

Figura 1 – Diagrama de Referências Estéticas Dentárias (DRED).

O DRED avalia os seguintes fatores:

  • Simetria;
  • Eixos dentários;
  • Limite do contorno gengival;
  • Nível do contato interdentário;
  • Bordas incisais;
  • Proporções dentárias;
  • Linhas do sorriso.

O autor lembra que o DRED é apenas um parâmetro geométrico e que não deve ser visto como imutável, mas sim como um guia que auxilia a obtenção de melhores resultados estéticos nos tratamentos odontológicos.

Dentre o potencial do DRED, destaco as proporções dentárias (Figura 2). Ah, para a utilização correta do DRED, não deixe de ler o artigo completo que está em nossas referências.

Figura 2 – Visualização das proporções dentárias com o uso do Diagrama de Referências Estéticas Dentárias (DRED).

O próximo diagrama (Figura 3) é o Diagrama de Referências Estéticas Faciais (DREF).

Figura 3 – Diagrama de Referências Estéticas Faciais (DREF).

O autor relembra que a estética facial é um dos principais objetivos ortodônticos e odontológicos de modo geral e diz um pouco mais sobre o assunto:

“Diagramas de Referências Estéticas Faciais (DREF) ajudam a definir um padrão de normalidade das proporções faciais em norma frontal e sagital e servem para dar uma noção simplificada das relações entre as diversas estruturas”

Para o DREF, utiliza-se uma foto do paciente na Posição Natural da Cabeça e em seguida faz-se a avaliação (Figura 4).

Figura 4 – Pontos de referência fotométricos em norma frontal e lateral.

Muito interessante, não é verdade?

Por fim, vale lembrar que os Diagramas de Referências Estéticas Dentárias (DRED) e Faciais (DREF) são úteis para facilitar o diagnóstico e planejamento estético dos tratamentos odontológicos, considerando a estética como um objetivo comum para os profissionais envolvidos no tratamento. Além disso, contribui para a integração entre as especialidades odontológicas.

>>> Leia também: Por que a análise facial é tão importante? <<<

Comente aí embaixo o que achou do artigo!

Abraços e até breve!

Referências:

https://www.scielo.br/pdf/dpress/v11n6/a15v11n6.pdf

http://www.ortobrandao.com.br/artigos/Dr-Roberto-Brandao-micro-estetica.pd

 

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