Técnica de moldagem em Implantodontia

Primordialmente, existem inúmeras maneiras de realizarmos as moldagens em implantodontia. Existem diferentes sistemas, uma grande variedade de peças e todos os conceitos da prótese e de uma boa moldagem devem estar misturados a essa receita.

Nosso principal objetivo é transferir a posição dos implantes da boca para um modelo de trabalho da forma mais precisa possível. Temos que mostrar ao técnico do laboratório exatamente onde estão nossos implantes, a gengiva, os dentes adjacentes e os antagonistas.

Não é momento de economizar ou pular etapas da moldagem!

Portanto, se você pensou em utilizar uma moldeira parcial, por exemplo, para transferir um implante unitário, já aviso que isso pode te trazer mais demora e problemas lá no final do caso.

Utilize sempre uma moldeira total completa. Logo depois, realize uma boa moldagem da arcada antagonista, que pode até ser em alginato e faça o registro oclusal com cera nº 7 ou com uma muralha de silicone de condensação ou com materiais de maior precisão.

Se puder, utilize silicones de adição para obtenção do modelo de trabalho, seja pela técnica de moldagem única ou dupla. Use aquela que você se sente mais seguro para cada caso.

Refinamos nossas habilidades de moldagem com a repetição

Alguns trabalhos mostram que a moldagem em duas etapas traz maior precisão, porém, demanda um pouco mais de tempo. Conforme já comentamos em outros artigos, tudo na odontologia tem uma curva de aprendizado e demanda treino.

A gente precisa pensar que o técnico no laboratório não tem a possibilidade de enxergar o que enxergamos na boca. Dessa maneira, quanto mais informações e mais detalhes você puder extrair de uma moldagem, melhor será a excelência na finalização do seu trabalho.

Isso conta muito. Se coloque no lugar do técnico em prótese dental. Imagine receber um modelo pela metade, com bolhas, sem detalhes, mal vazado. Já vai dar um “baixo astral” antes de começar o trabalho. Além disso, se não for possível trabalhar no modelo, ele será devolvido para repetição – o que vai consumir mais tempo de cadeira e dos nossos pacientes.

Outro fator importante que muitos autores colocam em evidência nos artigos sobre moldagem de implantes é que as peças tenham adaptação passiva. A passividade é conseguida quando não há tensões geradas entre as peças aparafusadas sobre os implantes. Principalmente, em próteses do tipo protocolo sobre implantes.

Até aqui estamos seguindo basicamente as mesmas recomendações que eu daria em casos de moldagens de preparos sobre dentes. Considerando então que você instalou o implante na melhor posição tridimensional possível, vamos a próxima dúvida que muitos dentistas enfrentam quando pensam em uma moldagem de implantes.

Devo utilizar moldeira aberta ou moldeira fechada?

Realmente depende muito de cada caso.

Casos de implantes múltiplos

Para implantes múltiplos, a literatura nos mostra que a precisão é significativamente maior quando usamos a técnica de moldagem de moldeira aberta com a união dos munhões. Sim, os transferentes de moldeira aberta devem sempre ser unidos com fio dental e resina antes da moldagem. A moldeira será individualizada para cada caso.

Por isso é importante você procurar materiais que facilitem sua vida. Minha moldeira de eleição para técnicas de moldagem com moldeira aberta é esta da Angelus:

moldeira_para_moldagem_angelus

Ela é muito fácil de manipular e individualizar com disco de carborundum porque já vem com subdivisões. Além de tudo é autoclavável.

Casos de implantes unitários

Nos casos de implantes unitários já podemos lançar mão de qualquer uma das técnicas – moldeira aberta ou fechada. Vai do gosto de cada dentista. Entretanto, tenha em mente que ao fazer uma moldagem com a moldeira aberta o sistema todo sai junto com a moldeira, quando você a remove da boca e aquilo tudo tem pouquíssimas chances de dar alteração ou se mexer.

Por outro lado, na moldagem com moldeira fechada, você terá que encaixar o transferente manualmente (melhor que ele já esteja encaixado na réplica). Esse encaixe manual pode dar alguma alteração se você não tomar cuidado. Essa seria minha única ressalva em relação a moldeiras fechadas.

Um detalhe: preste atenção no tipo de conexão que você está utilizando e nos transferentes da marca de implantes de sua escolha. Se for realizar uma moldagem com moldeira aberta para um implante unitário, você vai ter que usar um transferente anti-rotacional. Já para implantes múltiplos é bem melhor que os transferentes sejam rotacionais.

Enfim, o mais importante é você entender o que você precisa fazer em cada caso e pensar qual é o melhor jeito de transferir aquele sistema para o laboratório. Com o tempo você vai se familiarizar com as peças que vão sobre os implantes ou sobre os pilares e vale a pena pesquisar diferentes técnicas e jeitos de fazer moldagens com moldeira aberta. Principalmente quando falamos de próteses do tipo protocolo.

Um Abraço!

>>> Leia mais: Técnica de moldagem sem o uso de fios de afastamento gengival <<<

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