Vacinas para dentistas e equipe auxiliar

No dia Nacional da Vacinação, muito além das crianças, todos os profissionais de saúde devem estar imunizados. Você, dentista, e sua equipe devem ficar atentos, pois as vacinas contra tétano, difteria, hepatite B são obrigatórias e devem estar sempre em ordem. Algumas vacinas são específicas para cada região. Por exemplo, quem atua no estado do Amazonas precisa estar com a vacina da febre amarela em dia. As vacinas são administradas nos serviços de saúde públicos gratuitamente ou na rede credenciada para garantir o esquema vacinal, lote e conservação.

Conversamos sobre o assunto com a Dra. Giuliana Lopes, Consultora Técnica Odontológica da Rioquímica, que afirma ser indispensável a todos os profissionais que trabalham em estabelecimentos de saúde e que tenham contato direto ou indireto com pacientes ou material biológico, estar com a situação vacinal em dia. Através de imunização ativa contra tétano, difteria, hepatite B e demais vacinas a que estão expostos (NR32-32.2.4.17.1), a equipe responsável pela limpeza e desinfecção do local também deve manter este controle de vacinas de forma rigorosa.

A vacinação deve ser registrada no prontuário clínico individual do trabalhador e deve ser mantido disponível quando houver inspeção do trabalho. Se o trabalhador se negar a tomar as vacinas, ele deve fazer uma declaração de próprio punho explicando os motivos. Esta deve ficar com o empregador e é considerado um documento legal.

Entenda um pouco mais sobre a administração de cada vacina importante para a sua equipe:

Hepatite B – É administrada em 3 doses. Via intramuscular, músculo deltóide com intervalo de 0, 1 e 6 meses. É indicado fazer a o Anti-HBs entre o 7º e 13º mês para documentar a viragem sorológica e a cada 3 anos para ratificar a imunidade para a Hepatite B.

Gripe (Influenza) – É administrada em dose única anualmente. Via intramuscular. É especialmente recomendada aos profissionais de saúde em contato com pacientes com doenças cardiorrespiratórias, imunodeprimidos, que vivem em asilos, etc. No caso da Equipe Odontológica a vacina é altamente recomendada.

Tétano e Difteria (dT adulto ou toxoide tetânico) – É administrada em três doses, via intramuscular sendo a 2ª dose realizada de 4 a 8 semanas após a primeira e a 3ª dose, de 6 a 12 meses após a segunda. O reforço deve ser feito em dose única a cada 10 anos. Vacinar gestantes a partir do segundo trimestre.

Varicela – É administrada em duas doses com intervalo entre as doses de 4 a 8 semanas em via subcutânea. É contraindicado para gestantes e é aconselhável evitar gestação até um mês após receber a vacina. Muito recomendado para profissionais de saúde suscetíveis à varicela. Em geral, apenas 10% da população adulta e de profissionais de saúde são realmente suscetíveis.

Rubéola, Sarampo e Caxumba (MMR Tríplice Viral) – Administrada em dose única, via subcutânea. Recomenda-se uma 2ª dose para atingir melhores índices de proteção sendo intervalo de 30 dias. É contraindicada na gestação e recomenda-se evitar gestação até um mês após receber a vacina. Contraindicada para alérgico a ovo e neomicina.

Tuberculose (BCG) – Apesar de não existir estudos que comprovem sua eficiência na fase adulta, alguns autores ainda indicam a BCG (Bacille Calmette-Guérin) para prevenção da tuberculose em profissionais de saúde.

Tríplice bacteriana para adultos (DTP: Coqueluche, Tétano e Difteria) – Diante de surtos de coqueluche recentemente descritos, cujo reservatório identificado foi os profissionais de saúde, recomenda-se a vacinação, especialmente para os profissionais que lidam com recém-nascidos, imunodeprimidos etc. É administrada via intramuscular em dose única como 3º reforço, já que faz parte do calendário básico de vacinação da criança.

Hepatite A – É administrada em duas doses com intervalo de 0 e 6 meses. Via intramuscular. Deve ser considerada para profissionais de saúde que manipulam alimentos, profissionais que trabalham em unidades neonatais, creches e pacientes institucionalizados. Indicada na profilaxia pós-exposição.

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