A influência da moda na Odontologia

Você já parou pra pensar sobre o que é a moda? Ao pé da letra, a palavra está associada a “costume”, algo repetido, que se torna tendência e fortemente atrelado ao conceito de beleza. Apesar de que, à medida que se passam as gerações, o conceito de beleza varia, é sempre visível a influência que ela exerce sobre diversos aspectos da nossa vida, e não seria diferente na Odontologia.

A moda influenciando na vestimenta do dentista

Seguindo esse pensamento, podemos fazer diversas analogias a respeito do quanto é importante estarmos antenados às condições que estão em alta, no que diz respeito às roupas. A figura do cirurgião-dentista, até pelo reconhecimento como “doutor” e “doutora”, impõe, de certa maneira, uma condição de formalidade.

Sabemos que no ambiente de trabalho, contudo, precisamos prezar pela biossegurança, manter-se livre dos riscos de contaminação (tanto do profissional quanto do paciente) e evitar, inclusive, ser veículo de contaminação cruzada (quando acontece entre pacientes).

Claramente, esta deve ser a primeira condição de exigência na escolha das roupas utilizadas no consultório ou clínica odontológica. Porém, ainda assim, é possível manter-se elegante e, sim, ainda que você não saiba: o seu paciente observa como você entra e sai do seu consultório, se o seu sapato está limpo, se o seu jaleco tem mancha de sangue, ou se você está “amarrotado”.

Os limites da biossegurança

Muitas coisas na Odontologia precisaram ser adaptadas diante do cenário de pandemia instaurado pela COVID-19. Já tínhamos um controle rígido de biossegurança, limpeza e assepsia do ambiente. Porém, tudo isso se tornou mais amplo em nível escalar por conta das necessidades de prevenir a contaminação pelo novo vírus.

>>> Leia mais: COVID-19: o que mudou no consultório?<<<

Portanto, novos equipamentos como a faceshield (ou escudo de face), entraram em pleno uso em nossos atendimentos (e talvez nunca mais saiam). As máscaras cirúrgicas simples deram lugar a máscaras com proteção contra partículas de aerossol (ou N95). Os jalecos foram cobertos por proteção impermeável ou descartável. A entrada das clínicas passou a ter tapetes sanitizantes ou recomendar o uso do propé, ou ambos.

Enfim, tomou-se diversas medidas para adaptação. Claramente, isso impactou no “estilo” dos dentistas pelo Brasil e, sim, é um ponto que deve ser PRIORIDADE antes de qualquer detalhe discutido nesse pequeno artigo.

Vários estilos, uma missão

Independente do seu estilo, seja ele mais casual, romântico, elegante, formal, informal, esportivo, básico, entre outros… Você terá espaço para fazer “sua moda” na Odontologia.

Você já deve ter passado pela experiência de escolher ser atendido por alguma pessoa, ou em algum lugar, pelo impacto da primeira impressão. Dessa forma, também acontece com os dentistas. As roupas que você usa ao entrar e sair do consultório, o jaleco que você escolheu para o dia, a escolha das cores do seu consultório, até a iluminação.

Tudo isso pode atrair, acolher ou amedrontar. Pense assim: o que você sentiria se te visse pela primeira vez, todos os dias? Tem dias que estamos melhores, mais bem vestidos, mais bem humorados. Outros dias, nem tanto.

Porém, em todos eles, você está sendo observado e está influenciando em escolhas. O seu paciente toma decisões todas as vezes que se senta na sua cadeira, e ele vai se estimular ou inibir pela impressão e valor que aquela experiência está lhe oferecendo.

Portanto, vamos direto ao ponto? Independente do seu estilo, entenda que você está sendo inteiramente observado e influenciado. É por isso que dizem que os nossos pacientes tendem a se tornar “parecidos” com o nosso perfil. Atraímos pessoas parecidas, porque pessoas conectam pessoas. Pessoas se identificam com pessoas. E essa troca acontecerá durante todo o tempo.

Moda na Odontologia - Banner Marcas | Dental Cremer

Você já ouviu falar da “Síndrome do Jaleco Branco”?

Entrando neste detalhe, em específico, acho importante abordarmos alguns detalhes. Este termo é frequentemente associado à “iatrofobia” que seria justamente o medo de médicos ou profissionais de saúde que possuam similaridade médica ou atuem em ambiente hospitalar.

Cientificamente, esta síndrome ainda não está completamente elucidada e, portanto, ainda não existe um consenso definitivo de que o fato de estar vestido de BRANCO possa afetar negativamente a percepção de alguns pacientes fóbicos.

Ainda assim, sendo consenso ou não, é SEMPRE vantajoso se valer de ferramentas que façam com que o seu paciente se distraia e se identifique com você. Se isso acontece rotineiramente com os pacientes adultos, que acabam por procurar seu atendimento porque se IDENTIFICAM com sua personalidade ou alguma característica profissional, essa experiência ainda é mais evidente em crianças e atendimentos pediátricos.

A importância da moda no atendimento odontopediátrico

Para isso, use e abuse do lúdico, aposte em jalecos estampados, que fujam do óbvio! O “jaleco-fantasia”, por exemplo, é uma dessas ferramentas que favorecem o lúdico. Entenda: é sempre mais fácil trabalhar com uma criança, quando a gente sabe qual personagem ela gosta, qual desenho assiste, qual música ouve, o que gosta de fazer e sobre o que gosta de falar.

Novamente: identificação. Fala sério: Você não ia curtir muito ser atendido e “brincar” com aquele personagem que você assiste todos os dias no desenho? Desta forma, reforço que a sua vestimenta é muito mais do que estar fofo, bonitinho, colorido, ou na moda. É sobre despertar a imaginação, favorecer a identificação, estabelecer mais facilmente elos de confiança, quebrar o gelo e fortalecer uma possibilidade de interação.

>>> Confira os modelos de jalecos disponíveis <<<

A influência da moda na escolha dos tratamentos

Por fim, e antes de encerrarmos o bate-papo que construímos neste artigo. É válido ressaltar o impacto do modismo na escolha dos tratamentos. Já consolidamos aqui, que realmente a moda é um conjunto de hábitos que permeia nossa sociedade, e não estamos livres dela e de sua influência dentro do nosso consultório, podendo ser usada inclusive a nosso favor no processo de identificação.

Porém, por vezes, a moda pode gerar também certos conflitos para atingir às expectativas criadas pelo seu paciente. Este ponto é muito evidente, por exemplo, no ramo da estética. Os pacientes procuram atendimento para fazer algum procedimento, seja ele de harmonização facial ou lentes de contato, por exemplo, baseado no tratamento de algum artista, cantor, ator ou personagem famoso.

Porém, nosso dever, neste caso, é orientar que cada paciente possui características individuais que podem permitir ou não que aquele tratamento se realize, daquela forma, para procurar atingir resultados similares. É importante alinhar as expectativas para que não haja frustração por nenhuma das partes envolvidas.

Para isso, temos todas as ferramentas necessárias para esclarecer ao paciente todas as opções indicadas para o seu caso, pontuar riscos e benefícios de cada uma de suas possíveis escolhas e, o mais importante, permitir que ele tenha direito de escolha sem, no entanto, ferir os limites da sua ética profissional.

Difícil, né? São situações realmente delicadas, limítrofes, mas que exigem do nosso jogo de cintura, porque ninguém como nós para entender das consequências de escolhas erradas tomadas em favor da “moda”, sem as devidas indicações.

Portanto, fica a dica: influencie para o bem.
Pratique a moda daquilo que for ético e não coloque seu paciente em risco.
E, assim, você terá tudo para ser referência no que se dispuser a fazer.

 

Comentários

Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *