As 3 lesões orais mais encontradas no consultório odontológico

Nada mais desagradável quando um paciente chega ao consultório com lesões na boca e você não faz ideia do que falar para ele. Ainda que você conheça um estomatologista para diagnosticar e tratar o seu paciente, sempre é bom ter uma noção básica para deixar o paciente mais tranquilo com uma orientação, não é mesmo?

Para facilitar o seu dia a dia no consultório descrevermos aqui as 3 lesões na boca mais comuns:

1. Aftas

A estomatite aftosa, a famosa afta, é uma das doenças mais comuns da mucosa oral. A literatura ainda não encontrou um agente desencadeante responsável pelo seu aparecimento, mas sabe-se que sua aparição está associada a uma reação imunológica que destrói a mucosa oral. Existe uma lista interminável de fatores desencadeantes da doença como alergias, influências hormonais, fatores imunológicos e agentes infecciosos.

Existem três variantes clínicas da estomatite aftosa: a menor, a maior e a herpertiforme. As menores são as mais comuns e se apresentam clinicamente como úlceras, geralmente cobertas por uma membrana branco-amarelada e circundada por um halo eritematoso. A mucosa jugal e lábios são os locais mais acometidos e o número de lesões pode variar de uma a cinco a cada episódio.

2. Herpes

Quando o paciente se apresenta ao consultório odontológico infectado pelo Herpes Virus, geralmente é o do tipo 1 (HSV-1), integrante da imensa família do herpes vírus, que possuem como principal característica a sua capacidade de permanecer em latência no interior de células específicas por toda a vida.

O lábio é o local mais afetado na região oral e os jovens são os mais acometidos por não terem anticorpos contra o vírus. Na maior parte faz vezes, a infecção primária é assintomática. Mas quando sintomática, a gengivoestomatite herpética aguda (GEHA) é a manifestação mais comum e o paciente pode apresentar linfadenopatia, febre e lesões orais muito dolorosas. Essas lesões podem como aparecer como vesículas puntiformes, e por estarem uma ao lado da outra, podem coalescer e formar lesões maiores rasas e irregulares.

Como a latência é característica desse vírus, uma infecção secundária pode ocorrer devido a uma extensa lista de gatilhos: exposição ao sol, estresse físico ou emocional, fadiga, calor, frio, gestação, alergia, trauma, tratamento odontológico, doenças respiratórias, febre e até mesmo ciclo menstrual.

>>>Leia mais: Como tratar o herpes?

3. Candidíase

A infecção pelo fungo Candida albicans é de longe, a infecção fúngica oral mais comum nos seres humanos. Possui diferentes apresentações clínicas e por isso, nem sempre será tão simples fazer o seu diagnóstico.

A apresentação mais comum é a do tipo pseudomembranosa que é caracterizada por manchas brancas na superfície da mucosa labial e bucal, língua e palato mole. As lesões na boca desenvolvem e formam placas que se assemelham a coalhada de leite que podem ser facilmente removidas com uma espátula ou uma gaze e após retirada, revela uma base avermelhada (eritematosa) por baixo.

A  C. albicans faz parte da nossa microbiota oral normal e uma boa parte das pessoas não apresentam manifestações clínicas. Para que não apareçam lesões por Candida, é importante que o estado imune do paciente, assim como o ambiente bucal estejam adequados. Quando ocorre alguma alteração em algum desses dois fatores, a Candida encontra espaço livre para multiplicação. Não é por menos que este fungo é classificado como uma doença oportunista.

Me contem aí! Vocês já receberam algum paciente na clínica de vocês com alguma dessas lesões?

Sobre a autora:

Julia Honorato | @drajulia.estomatologia

  • Estomatologista
  • Mestre em Patologia Bucal e Doutora em Ciências da Saúde

✍️ Deixe seu comentário

📢 Compartilhe com os amigos

🕵 Siga nossas redes:

Facebook

Instagram

Twitter

Pinterest

TikTok

Acesse nossa Loja Virtual e encontre a solução completa para você na Odontologia!

Comentários

1 comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *