Ortodontia

Aparelhos ortodônticos III: interceptação em ortodontia

Aparelhos ortodônticos III: interceptação em ortodontia
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Inicia-se um novo capítulo da nossa série de posts sobre os Aparelhos Ortodônticos. Boa leitura e deixo um pedido desde já: faça esse e outros textos do Blog da Dental Cremer chegar a muitas pessoas, compartilhando e enviando o link para todos que possam se interessar. =)

Relembrando:

No capítulo II pudemos perceber o quão importante é saber diferenciar a normalidade de anormalidades em uma oclusão, as famosas maloclusões. Foi também possível aprender o quanto a prevenção é importante para que problemas maiores não apareçam no futuro (Figura 1).

Figura 1. Um caso que demonstra a falta de espaço no arco inferior e a erupção ectópica (por lingual) do incisivo central inferior.

Interceptação em Ortodontia

A interceptação considera que uma anormalidade já está presente no indivíduo e, por isso, precisa ser melhorada, impedida e quem sabe até transformada em uma oclusão normal.

Geralmente, a interceptação acontece através da primeira fase de um tratamento ortodôntico, buscando corrigir anormalidades e reduzir discrepâncias dentárias ou esqueléticas que possam vir a existir.

O diagnóstico, portanto, é o ponto chave de saber formular o melhor plano de tratamento para o paciente e deve envolver:

– O reconhecimento das maloclusões e deformidades dentofaciais;

– A definição da causa do problema;

– A formulação de uma estratégia de tratamento baseada nas necessidades específicas do paciente.

Assim, a interceptação sem o conhecimento adequado e sem o pensamento crítico pode expor os pacientes a um tratamento desnecessário e chegar a causar uma iatrogenia.

Demonstrando a interceptação

Um tipo de maloclusão que pode e comumente deve ter uma interceptação precoce é a Classe III esquelética; quando a mandíbula está localizada muito à frente da maxila, quando a maxila está localizada muito para trás da mandíbula ou mesmo quando ocorre uma combinação de ambas as situações.

O tratamento, dependendo do diagnóstico, costuma envolver o tracionamento da maxila através de aparelhos extra-bucais, entre eles a chamada máscara facial.

Figura 2. Tipos de máscaras faciais ajustáveis para protração da maxila.

O objetivo deste e de outros tratamentos interceptativos é eliminar a progressão da desarmonia esquelética, dentária e funcional, a fim de obter um ambiente dentofacial mais favorável e muitas vezes possibilitar o redirecionamento do crescimento facial.

Desta forma, pode-se minimizar a necessidade de tratamentos posteriores mais complexos.

Até breve e aguarde pelos próximos capítulos!

Referências:

http://www.scielo.br/pdf/dpress/v13n6/14.pdf

https://editoraplena.com.br/artigo/ortho-science-17a-edicao/602/eficacia-e-eficiencia-da-interceptacao-de-mas.html

http://www.matheuspithon.com.br/v2/wp-content/uploads/classe-iii-apeo0001.pdf

https://www.researchgate.net/publication/295853967_Ortodontia_Preventiva_e_Interceptora_Mito_ou_Realidade

 

 

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