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Implantodontia: guia básico para estudantes de odonto

Implantodontia: guia básico para estudantes de odonto
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Há uma grande fascinação pela área de Implantodontia, mesmo ela sendo pouco explorada dentro da universidade. Os estudantes de odontologia têm pouco contato com a especialidade, apenas uma pincelada de teoria sobre o assunto. E a curiosidade em aprender mais sobre implantes acaba ficando guardada até uma atualização ou especialização.

Mas calma! A especialidade é complexa e a gente tem que saber resolver possíveis intercorrências, além de dizer “não” para casos com mau prognóstico. A Implantodontia é a soma de algumas especialidades básicas da odontologia, misturada com fortes emoções. Eu diria que é a soma da Periodontia, da Cirurgia, da Prótese, de conhecimentos da radiologia e manipulação de imagens.

A Implantodontia e a Prótese

Independente do que se fala por aí, o implante é uma prótese. O que utilizamos muito hoje em dia é o chamado Planejamento Reverso. Você busca entender como vai ser o dente e sua posição, isto é, a prótese. Depois vai pensar onde perfurar o osso para posicionar seu implante. Então, quem quiser começar a explorar a Implantodontia, deve ser fera em Prótese.

Oclusão, preparos, espaços protéticos, contatos proximais, tamanhos de dentes, materiais e técnicas de moldagem – quem gostar e entender de Prótese vai sair na frente na hora de fazer implantes e isso pode ser bem explorado na faculdade. Já vai colando no professor e garantindo sua vaga na monitoria.

Por exemplo, para planejar um protocolo sobre implantes é preciso saber fazer muito bem próteses totais móveis. Os conceitos são os mesmos. Restabelecer Dimensão Vertical, determinar linhas médias do sorriso e da distal dos caninos nas comissuras labiais. Dessa forma, utilizamos uma cópia da própria prótese total como guia para a instalação dos implantes. Lembre-se que implante é uma prótese com uma cirurgia no meio.

Para instalar implantes com maestria é preciso combinar conhecimentos da Periodontia com os da disciplina de Cirurgia. Incisões, retalhos, descolamentos, cuidado com papilas, conhecimentos sobre espaço biológico, manipulação óssea e tipos de sutura.

Acima de tudo, como toda reabilitação protética, os implantes serão os últimos tratamentos a serem realizados. Antes deles, a Clínica Integrada coloca todo conhecimento da faculdade de Odontologia em prática ao deixar a boca prontinha para receber os implantes. Extrações de dentes perdidos, raspagem periodontal, endodontias, restaurações e próteses sobre dentes, ou pelo menos provisórios devem estar resolvidos. Salvo exceções que envolvam regiões estéticas.

DICA

Durante a faculdade, realize algum curso de prótese laboratorial para conhecer os passos das próteses fora do consultório. Outra parte de suma importância é a anamnese e histórico médico e odontológico do paciente. Sua habilidade de detetive entra em ação aqui para buscar possíveis problemas sistêmicos que possam interferir no sucesso dos implantes. Se o paciente toma medicamentos que podem causar necrose óssea, se tem problemas de cicatrização, doenças não controladas, etc..

Por fim, é imprescindível que você encontre um bom curso de atualização ou especialização em implantes dentários. Comece procurando por professores e entidades de renome. Leia com atenção o conteúdo programático e veja os diferenciais de cada curso. Visite o local, procure conversar com colegas que já realizaram o curso para ter opiniões sinceras sobre seu desempenho.

Um Abraço,
Luiz Rodolfo.

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