Qual o jeito correto de escovar os dentes?

A pergunta é simples e corriqueira no dia a dia do dentista. A resposta não é fácil. Na verdade, a resposta vai depender da boca da pessoa que está fazendo a pergunta. Sabemos que a literatura científica mostra várias técnicas descritas para a melhor escovação dos dentes. Na hora de responder esta pergunta, o que você faz, dentista?

Devemos desorganizar o biofilme dental diariamente, com instrumentos mecânicos para evitar as doenças da boca. Para isso temos disponíveis hoje a escova de dentes e o fio dental. Instrumentos mais simples, mais baratos (seriam mais baratos se não tivessem tanto imposto sobre eles), mais acessíveis e eficazes para a limpeza bucal. A pasta de dente entra junto na jogada para nos dar os benefícios do flúor, entre outras substâncias e a sensação gostosa de hálito fresco. Entendido. O problema é que não adianta apenas ter esses três produtos em casa. É preciso saber usá-los e usar com frequência.

É nessa hora que entra o dentista. O cirurgião dentista precisa incluir em suas consultas, seja na de avaliação ou em alguma consulta separada, o “Ensino de Higiene Bucal”. E essa consulta não pode ser apenas falada. Ela deve ser como uma aula prática de higiene bucal, voltada para a individualidade de cada pessoa. Existem pacientes que precisam usar outros instrumentos de higiene bucal como escovas interdentais, fio dental extra fino, passa fio dental, escovas ortodônticas e etc. Os pacientes têm muitas dúvidas e a maioria das pessoas não sabe escovar os dentes. Isso não é culpa delas.

>>>Leia mais: Dicas para incentivar a higiene bucal do seu paciente

A orientação vai começar com o tipo de escova – existem centenas de marcas e tipos no mercado. As pessoas se sentem perdidas em meio a tantas opções. Na maioria dos casos indica-se escovas de cabeça pequena, cerdas macias e de boa empunhadura. A pasta de dente usada deve ser a fluoretada, sempre em pequenas quantidades. Para crianças as quantidades são menores ainda e os dentistas devem orientar os pais. O fio dental precisa de prática e deve ser passado diariamente. Eu indico a escovação de duas a três vezes ao dia.escova elétrica da Oral B

E a técnica de escovação? Qual a melhor? Mais uma vez caímos no problema de responder essa pergunta de modo generalizado. Entre as técnicas descritas na literatura, o dentista deve escolher aquela ou aquelas que melhor se adaptem ao paciente. A melhor técnica é aquela que remove a maior quantidade de placa em menos tempo. As técnicas mais indicadas são as de Bass (escova a 45 graus na margem gengival) ou de a Técnica de Fones (movimentos circulares).

A motivação do dentista em sempre mostrar como fazer a higiene oral é um dos grandes trunfos sobre o controle de placa. E essa consulta de instrução de higiene oral deve ser cobrada como uma consulta normal. Não pode ser um favor. É uma orientação baseada no diagnóstico bucal realizado. Um jeito interessante de ensinar o paciente é fazer com que ele conheça sua própria boca. Mostre onde cabe uma escova interdental, onde precisa escovar por mais tempo, onde junta mais sujeira e etc. Lembre sempre da escovação da língua para remoção da saburra lingual, uma das grandes causadoras do mau hálito.

Aqui a criatividade do dentista entra em ação na hora de bolar esta aula ou consulta de instrução de higiene oral. É possível usar uma apresentação de slides, vídeos passados no monitor acoplado na cadeira odontológica, na sala de espera, usar cartazes ilustrativos e bastante conversa tirando as dúvidas do paciente com a escova na mão.

Qual o seu método de ensinar higiene oral para seus pacientes? Deixe sua opinião abaixo!

 

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