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Benefícios da Laserterapia na odontologia para pacientes oncológicos

Benefícios da Laserterapia na odontologia para pacientes oncológicos
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Nas últimas décadas, o avanço da tecnologia tem propiciado o surgimento de novos equipamentos utilizados nas áreas de diagnóstico e terapêutica. Nesse sentido, os benefícios da laserterapia na odontologia para pacientes oncológicos, constitui-se em um tratamento essencial na prevenção e tratamento da mucosite oral. Podendo ser usada isoladamente ou associada ao tratamento medicamentoso.

Por décadas, vem sendo bastante utilizado na área médica, mas somente em 1968 pesquisadores observaram de maneira efetiva os efeitos terapêuticos da laserterapia em odontologia. Muito divulgado para finalidade de clareamento dental, o uso do laser em Odontologia vai muito além, atuando como auxiliar no tratamento de diversas doenças, inclusive o câncer.

A palavra LASER é um acrômio e revela seu próprio significado, (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation), referindo-se à amplificação da luz por emissão estimulada de radiação.

Tipos de aparelhos a laser e suas indicações

De maneira geral, aparelhos a laser podem ser classificados em duas famílias, conforme sua potência e sua ação nos tecidos, como: laser de baixa intensidade de energia (muito utilizados em odontologia); e lasers de alta intensidade de energia, sendo, principalmente utilizados em cirurgias, por apresentarem potencial de corte.

Os lasers de baixa intensidade são empregados com o propósito terapêutico. Pesquisas também têm demonstrado a utilização do laser em baixa intensidade, promovendo prevenção e recuperação mais rápida e menos dolorosa das sequelas do tratamento oncológico.

Uso da Laserterapia no tratamento do câncer

Pode-se destacar o câncer de cabeça e pescoço no qual compreende todos os tumores de lábio, cavidades oral e nasal, faringe, até a laringe e ouvido médio. É o terceiro tumor mais prevalente mundialmente e representa 7% dos 22,4 milhões de indivíduos com o diagnóstico de câncer, excluindo o câncer de pele (não melanoma).

Os tratamentos utilizados para esta enfermidade envolvem três modalidades: cirurgia, radioterapia e quimioterapia, que podem ser administrados de forma exclusiva ou simultaneamente.  Na maior parte das vezes, a terapêutica não diferencia as células tumorais, que se dividem rapidamente das células normais.

Consequentemente, tanto a quimioterapia como a radioterapia produzem, com frequência, vários efeitos colaterais que se manifestam na cavidade oral, como cáries cervicais, xerostomia, disgeusia, infecções secundárias, osteorradionecrose, trismo e principalmente a mucosite

 Falando um pouco mais sobre as consequências do tratamento para o câncer

A mucosite oral é a consequência mais comum do tratamento contra o câncer. É encontrada em aproximadamente 40% dos pacientes que são submetidos a quimioterapia e em quase 100% dos pacientes submetidos à radioterapia na região de cabeça e pescoço, apresentando-se em graus variáveis, além de ser a complicação mais comum em pacientes submetidos a transplante de medula óssea.

Caracteriza-se por condição inflamatória da mucosa que se manifesta na mucosa do trato gastrointestinal e da cavidade oral, através de eritema, ulceração, hemorragia, edema e dor. Além da importante sintomatologia, as ulcerações aumentam o risco de infecção local e sistêmica, e comprometem a função oral.

Além disso, as lesões de mucosite oral podem induzir a uma dor severa que necessite da administração de analgésicos opióides e coincidir com a fase de neutropenia e trombocitopenia, aumentando o risco de infecções e hemorragias orais.

Muitas vezes, em decorrência de sua morbidade, o tratamento antineoplásico sofre alteração ou é suspenso, interferindo consequentemente, no controle da doença e na sobrevida do paciente.

Deste modo, a Laserterapia se estabelece como uma ferramenta terapêutica essencial na prevenção e tratamento da mucosite oral. Sua aplicação é simples, atraumática, de baixo custo e pode ser empregada isoladamente integrada ou como auxiliar ao tratamento medicamentoso da mucosite. Este processo alivia a dor, proporciona maior conforto ao paciente, controla a inflamação, manutem a integridade da mucosa e melhora a cicatrização.

Benefícios da Laserterapia na odontologia para pacientes oncológicos

A tendência da odontologia é a incorporação de métodos menos invasivos com a finalidade de minimizar a dor e o desconforto durante e após as intervenções médico-odontológicas. Por isso, acredita-se que a Laserterapia seja uma excelente opção de tratamento, já que apresenta múltiplos efeitos benéficos para os tecidos irradiados, como ativação da microcirculação, produção de novos capilares, efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, além de estímulo ao crescimento e à cicatrização.

Todo este procedimento garante ao paciente a possibilidade de poder se alimentar corretamente e de melhorar sua condição geral, que é fundamental para o sucesso do tratamento oncológico no qual ele se encontra.

Uma vez avaliados os parâmetros físicos e biológicos para seu emprego, a laserterapia oferece muitos benefícios, tanto relacionados com o tratamento da doença quanto à melhora do estado geral do paciente. O aumento substancial do interesse pela Laserterapia tem sido notado em círculos científicos, devido ao significante número de resultados satisfatórios com o tratamento. Consulte seu dentista sobre as possibilidades de uso do laser. São muitos os benefícios!

Autora: Drª Rhayany Lindenblatt

Doutora e Mestre em Patologia Bucal (UFF). Estomatologista (OCEx). Habilitada em Laserterapia (UERJ/CFO). Coordenadora e Professora do Curso de Habilitação em Laserterapia do Instituto de Odontologia Multidisciplinar (IOM). Professora das disciplinas de Patologia e Diagnóstico Bucal do Curso de Odontologia da Faculdade São José (FSJ)

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